PremiaçãoMelhor Telejornal "Jornal da Band", da BandInformativo, leve e direto, o "Jornal da Band" reúne elementos simples, algo esquecido por telejornais de emissoras abertas. Ricardo Boechat e Ticiana Villas Boas conseguem, com facilidade, usar uma linguagem direta para atingir a todas as classes e públicos. A credibilidade dos âncoras mescla sutileza, estilo, bom humor, dinâmica e opinião. Os repórteres também têm bom entrosamento com a dupla de apresentadores, o que torna a exposição de matérias um processo fluido.
Pior Telejornal "Fala Brasil", da RecordSem uma linha editorial clara e sem nomes de peso na bancada, o telejornal perde o elemento básico e imprescindível: a credibilidade. A dupla de apresentadores sai do lugar-comum do "casal" da bancada. No entanto, Carla Cecato e Roberta Piza não mostram confiança necessária para ancorar o programa. Além de tudo, as pautas variam entre "sangrentas" e fúteis. Sem conteúdos interessantes ou nomes de peso, o telejornal fica muito aquém de seus concorrentes.
Melhor Produção Telejornalística de Variedades "Estúdio I", do canal a cabo Globonews| Foto: Divulgação/TV Globo
Comandado por Maria Beltrão desde 2008, o "Estúdio I" ganhou o prêmio de Melhor Produção Telejornalística de Variedades
Com informação e entretenimento, o "Estúdio I" se destaca por sua versatilidade. Comandada por Maria Beltrão desde 2008, a produção da Globo News consegue dosar seriedade, temas de comportamento e as já tradicionais "canjas" musicais. Dez comentaristas fixos tornam o "Estúdio I" a melhor produção telejornalística de variedades.
Pior Produção Telejornalística de Variedades "Domingo Espetacular", da RecordO problema da Record parece ser achar o tom. Da teledramaturgia ao jornalismo, passando pela linha de shows, a emissora não consegue acertar o ponteiro de sua programação. O excesso de pautas irrelevantes e um sensacionalismo que dá preguiça esvaziam o programa apresentado por Paulo Henrique Amorim, Thalita Oliveira e Janine Borba.
Melhor Apresentador de Telejornal Chico Pinheiro, do "Bom Dia Brasil", da GloboChico Pinheiro consegue a façanha de ser carismático, simpático e crível. O jornalista rouba a cena independentemente de sua parceira na bancada. Antes com Renata Vasconcellos e agora com Ana Paula Araújo, ele, cada vez mais opinativo, é um diferencial no programa. Suas tradicionais "frases de efeito" dão um tom informal que torna o telejornal leve e fluido para as manhãs de segunda a sexta.
Pior Apresentador de Telejornal William Waack, do "Jornal da Globo"A vertente tendenciosa de William Waack compromete a credibilidade do "Jornal da Globo". O apresentador deixa suas ideologias se sobreporem à relevância das informações. A "dobradinha" com Christiane Pelajo também não funciona. A impressão é que cada âncora está apresentando um telejornal diferente e, quando interagem, não apresentam sintonia.
Melhor Apresentadora de Telejornal Sandra Annenberg, do "Jornal Hoje", da GloboA apresentadora do "Jornal Hoje" é a estrela do telejornal vespertino. Contrariando a maioria dos programas do mesmo formato, onde a figura masculina é a mais forte, ela se sobressai. Sandra não esconde suas emoções na bancada. Ri, chora e dialoga com o público da produção de forma madura, crível e conectada.
Pior Apresentadora de Telejornal Rachel Sheherazade, do "SBT Brasil"A apresentadora foi chamada por Silvio Santos para ir para a rede nacional do SBT, em 2011, por criticar abertamente o Carnaval da Paraíba. À frente do "SBT Brasil", Rachel ganhou força, mas acabou provando do próprio veneno. Suas opiniões polêmicas e colocações controversas renderam a ela o terror de quem está na tevê: a geladeira.
Melhor Programa de Esporte "Redação SporTV"Sem ficar preso aos gols da rodada, contratações e polêmicas do mundo do futebol, o tom analítico do "Redação SporTV" faz com que o programa se sobressaia entre seus concorrentes. Comandada por André Risek, a produção traça um panorama do esporte brasileiro e mundial, mostrando e debatendo os principais lances. As crônicas esportivas também são um ponto positivo.
Pior Programa de Esporte "Jogo Aberto", da BandAssistir ao "Jogo Aberto" é como ouvir um jogo de futebol no rádio: com tantos gritos, intervenções e barulhos externos, quem está querendo torcer não sabe se a bola está nas mãos do seu goleiro ou na defesa. O programa apresentado por Renata Fan segue a mesma linha. Os comentaristas estimulam o que há de mais chato e pedante do clubismo.
Melhor Comentarista de Futebol Caio Ribeiro, da GloboCom jeito delicado, ele consegue explicar futebol de forma didática, sem ser chato, e descomplicada, sem ficar no "beábá". Com informações pertinentes e boas colocações, tem tido cada vez mais espaço dentro da grade da Globo. Durante a Copa do Mundo, fez bom trabalho ao lado de Tiago Leifert no "Central da Copa", ganhando quadros e maior repercussão.
Melhor Narrador de Futebol Luiz Roberto, da GloboAlém de levar bem o clima do pré-jogo, ele segue com emoção durante os 90 minutos. O torcedor sabe quando a partida está ruim especialmente para o seu time e Luiz Roberto também deve saber. Por isso, "não deixa a peteca cair". Sem um tom clubista, ele é imparcial, seguro e procura sempre manter a ética na hora de criticar juízes, técnicos e jogadores.
Pior Narrador de Futebol Galvão Bueno, da Globo| Foto: Divulgação/TV Globo
O excesso de comentários "sem noção" foi um dos fatores que renderam a Galvão Bueno o título de Pior Narrador de Futebol
Criticar a forma como Galvão Bueno narra os jogos já passou a ser praxe dos brasileiros. Seja em casa ou nos estádios, é clara a reprovação que ele sofre. Além de não inovar, Galvão irrita com sua visão sobre a Seleção Brasileira. O excesso de comentários "sem noção" e as interrupções dos seus companheiros da cabine também acabam prejudicando o andamento do jogo, que se torna coadjuvante. A impressão que dá é que Galvão quer aparecer mais do que quem está em campo.