Grand Amazon é o primeiro navio de luxo na região
Manaus - Era preciso um navio de alto padrão para alavancar o turismo classe A nos rios amazônicos. Um barco-hotel capaz de percorrer, sem sobressaltos, os principais braços de água da maior bacia hidrográfica do mundo. E de proporcionar conforto e mordomias condizentes com um serviço de primeira.
O Grand Amazon, da Iberostar, largou na frente. É o primeiro do gênero na região. ''Foram investidos R$ 32 milhões no projeto do navio'', informa o gerente-geral do barco-hotel, o espanhol Javier Estelrich. Não há dúvida de que os ibéricos sabem como agradar.
O barco-hotel conta com 73 cabines, de 23 metros quadrados cada, distribuídas em três de seus cinco andares. Decoradas com motivos indígenas, todas têm varanda, TV e frigobar. Há, ainda, duas suítes de alto padrão instaladas na proa do barco. Cada uma tem 50 metros quadrados de área, amplo espaço externo e TV de plasma de 42 polegadas, entre outras mordomias. A capacidade total da embarcação é de 150 passageiros.
Conforto garantido, o tédio não tem lugar a bordo. Na coberta, os turistas dispõem de duas piscinas com hidromassagem sim, há aulas de hidroginástica , um bar e um telescópio de longo alcance. Além disso, há um fitness center, uma lojinha com produtos amazônicos, uma minibiblioteca, restaurante e até discoteca onde também são realizadas palestras.
O sistema do navio é all inclusive, ou seja, todas as refeições e bebidas consumidas a bordo estão incluídas no pacote até o fim da viagem assim como os passeios. Entre os serviços cobrados à parte, destaque para as massagens: há reflexologia, antiestresse, shiatsu e até drenagem linfática. Os preços começam em R$ 80 (meia hora) e chegam a R$ 195 (uma hora).
Com saída a partir de Manaus, o Grand Amazon realiza dois tipos de roteiros: um de três dias pelos rios Solimões e Amazonas e outro de quatro dias pelo Rio Negro. Também é possível conciliar os dois e fazer o itinerário completo, com sete dias de duração.
O comandante Rucimar Souza de Lima, de 39 anos, tem a última palavra no navio. Com 17 anos dedicados à navegação na Amazônia, conhece como poucos a região. ''O sistema do Grand Amazon, com GPS, é supermoderno'', diz ele. ''Dois joysticks substituem o leme e o timão. Isso facilita muito tanto as manobras em canais estreitos quanto para atracar'', conta. ''Sem falar que o navio é capaz de girar completamente sobre o próprio eixo.''
O roteiro completo, de sete noites, percorre um total de 540 milhas náuticas (cerca de 950 quilômetros), segundo o comandante. No de quatro noites são cerca de 390 milhas náuticas, o equivalente a mais ou menos 750 quilômetros.
A velocidade máxima desenvolvida pela embarcação durante o passeio é de 12 nós (ou cerca de 18 quilômetros por hora), uma boa média para um cruzeiro fluvial. Um cruzeiro marítimo chega a desempenhar de 30 a 36 nós de velocidade.
Para as atividades de expedição em terra ou embarcada, o Grand Amazon conta com seis lanchas rápidas com capacidade para 25 turistas cada. A equipe de expedição é formada por dez monitores poliglotas e duas biólogas. Eles sabem tudo sobre fauna e flora brasileiras e têm conhecimento sobre técnicas de sobrevivência na selva. (F.V./AE)





