Gramado anuncia longas-metragens em competição
Foram anunciados 19 filmes para a mostra competititiva deste ano; Festival será realizado de 14 a 23 de agosto
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de julho de 2026
Foram anunciados 19 filmes para a mostra competititiva deste ano; Festival será realizado de 14 a 23 de agosto
Carlos Eduardo Lourenço Jorge/ Especial para a FOLHA 

Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (8) na Serra Gaúcha, a organização do Festival de Cinema de Gramado revelou os seis títulos dos longas-metragens brasileiros da mostra competitiva que vão concorrer aos troféus Kikito, em mais uma edição da mostra, este ano de 14 a 23 de agosto próximo. Ao todo, foram apreciados pela curadoria um total de 150 longas. Foram anunciados ainda os 19 curtas metragens gaúchos que vão concorrer aos tradicionais prêmios da Assembleia Legislativa.
Mas ainda falta o anúncio dos documentários e dos curtas-metragens brasileiros, respectivamente 152 e 998 inscritos em cada categoria, que serão conhecidos brevemente, na próxima entrevista coletiva.
A curadoria de longas-metragens brasileiros e documentários é assinada pelas atrizes Ana Flavia Cavalcanti e Camila Morgado, e pelo jornalista, professor e crítico de cinema Marcos Santuário. O trio de curadores que fez a escolha dos longas justifica a eleição: “Escolher filmes nunca foi uma tarefa de consenso. É um gesto de confiança no cinema, mas também um exercício de escuta do presente. Cada edição de um festival é uma fotografia do tempo em que vivemos e, ao mesmo tempo, uma aposta no tempo que ainda está por vir. Foi com esse espírito que construímos a seleção da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado. Todos os títulos apresentados nesta edição chegam ao público brasileiro pela primeira vez. Mais que estreias, são encontros inaugurais. Cada sessão carrega a emoção do desconhecido, a possibilidade da surpresa e o privilégio de assistir a filmes que ainda não foram apropriados pelo olhar coletivo. Gramado continua sendo esse lugar raro onde o cinema nasce diante da plateia. Onde os filmes vêm para nascer e não para morrer, destacam os curadores.
Leia mais:
A SELEÇÃO
Dirigido por Hugo Prata e Felipe Novaes, “Chorão: Só os Loucos Sabem” (SP) mergulha na vida do rapper e cantor que marcou gerações na banda Charlie Brown Jr.
Com José Loreto e Nanda Marques, o filme é produzido pela Bravura Cinematográfica em coprodução com a Globo Filmes.
Em “Feito Pipa” (CE), de Allan Deberton, o jovem Gugu sonha em se tornar um grande jogador de futebol. Criado pela avó, ele teme voltar a morar com o pai, com quem tem uma relação complicada, e fará de tudo para evitar que isso aconteça. Com Lázaro Ramos, Yuri Gomes e Teca Pereira, o longa-metragem é uma produção da Deberton Filmes e da Biônica Filmes.
O Rio de Janeiro da década de 1980 é o cenário de “Justino - Nos Bastidores do Reino” (DF), história em que o protagonista encontra em uma poderosa igreja neopentecostal a chance de sair da pobreza. Em sua rápida ascensão e no sucesso como pastor estão desejos reprimidos, segredos e ambição. Depois de 15 anos, Justino quer acertar as contas com o passado. Dirigido por José Eduardo Belmonte, o filme traz no elenco Christian Malheiros, Antônio Pitanga, Caio Blat e Onna Silva. A produção é da Mercado Filmes.
Com direção de Carlos Segundo e produção de O Sopro do Tempo, Vitrine Filmes e Les Valseurs, “Leite em Pó” (MG/SP/RN) apresenta a história de um músico obcecado por rock que vê sua vida desabar após uma perda familiar. Sozinho e sem dinheiro, ele decide aceitar um trabalho que o força a circular pela cidade, encontrando diferentes pessoas que desafiam sua visão de mundo. Entre memórias incômodas e novos laços, ele inicia uma jornada transformadora para enfrentar seus fantasmas. O elenco apresenta Vinicius de Oliveira, Antônio Pitanga, Zezita Matos e Rejane Faria.
Em “Nosso Segredo” (MG), uma família tenta reconstruir a rotina após uma perda recente. Enquanto cada um foge do luto à sua maneira, o filho mais jovem guarda um segredo que pode ajudá-los a enfrentar a dor e encontrar um novo caminho. Com Robert Frank, Efraim Santos, Jéssica Gaspar, Flip e Ju Colombo, o filme tem direção de Grace Passô. A Entre Filmes assina a produção do longa-metragem, em coprodução com a Globo Filmes.
Ambientado na década de 1970, “Pele de Rinoceronte”(RJ), de Marcello Ludwig Maia, traz Débora Falabella no papel de uma repórter de jornal popular que, ao lado de uma advogada criminalista, vê sua vida mudar após um homicídio que chocou o Brasil e marcou o início do debate sobre o feminicídio. O drama, que também apresenta Naruna Costa, Irandhir Santos, Augusto Madeira, Elli Ferreira e Daniel Rangel, é produzido pela República Pureza Filmes, em coprodução com o Canal Brasil e Telecine.

FILME DE ABERTURA
Produzido pelo Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo em coprodução com a TV Globo, “Antártida”, com direção de Bruno Safadi e roteiro de Claudia Jouvin, é estrelado por Andrea Beltrão, Marina Ruy Barbosa, Leandra Leal, Antonio Calloni, Lázaro Ramos e João Vitor Silva. Com distribuição da Paris Filmes, o longa tem estreia nacional em Gramado e lançamento confirmado nos cinemas para 17 de setembro.
Na trama, cientistas e militares se preparam para enfrentar o inverno rigoroso em uma base brasileira na Antártida. Tudo muda após a primeira noite, quando Inês (Marina Ruy Barbosa) sofre uma violência brutal e a situação torna todos os homens suspeitos, incluindo o Comandante Barros (Antônio Calloni) e o Capitão Vicente (Lázaro Ramos).
Sob clima de tensão e desconfiança, a subcomandante Elisabeth (Andrea Beltrão) lidera uma investigação em busca do criminoso com o apoio das mulheres da base – entre elas Marina, médica da estação, interpretada por Leandra Leal.





