A festa máxima do teatro paranaense aconteceu na noite de sexta-feira, reunindo mais de 500 pessoas no Guairinha. A entrega dos prêmios da 19ª edição do Troféu Gralha Azul foi antecipada de março para dezembro, a pedidos da própria classe teatral, que preferiu conhecer a lista de premiados antes do encerramento do ano. Após a entrega de prêmios, aconteceu o tradicional Baile dos Artistas, no Sírio Libanês, que se repete a quase duas décadas.
A novidade dessa edição do Gralha Azul foi o fato de não haver indicação para melhor espetáculo e melhor texto original (para público adulto). ‘‘Isto não tem nenhuma relação com a qualidade das peças apresentadas durante o ano, mas sim com a inobservância do regulamento’’, esclarece a secretária executiva do prêmio, Yara Sarmento.
Ela explicou que, questões burocráticas relacionadas às equipes técnicas dos espetáculos concorrentes, não eram compatíveis com o regulamento do concurso, o que desclassificou muitas peças.
A comissão julgadora definiu a montagem ‘‘O Pequeno Príncipe’’, de Moacir David, como o melhor espetáculo infantil do ano. O prêmio de melhor espetáculo itinerante ficou com ‘‘Em Busca da Paz’’, de José Amilton França Pereira Jr., e o melhor espetáculo itinerante infantil foi considerado o ‘‘Surpresa’’, de Manoel Kobachuck.
Ele também recebeu o prêmio de melhor direção de espetáculo infantil, com a peça ‘‘Surpresa’’, enquanto que Felipe Hirsh ficou com o prêmio de melhor direção de espetáculo adulto, pelo espetáculo ‘‘Juventude’’.
Na galeria das melhores interpretações do ano, entraram as atrizes Regina Bastos e Cleide Piasecki, com os espetáculos ‘‘As Kamikazes’’ e ‘‘A Pequena Sereia’’. Os melhores atores escolhidos foram Mário Schoemberger e Ranieri Gonzalez, com ‘‘O Ventre do Minotauro’’ ou ‘‘Esse Maldito Vampiro’’ e ‘‘Fantasminha Camarada’’, respectivamente.
O espetáculo ‘‘Os Cantos de Maldoror’’ deu à Mazé Portugal o prêmio de melhor atriz coadjuvante, enquanto que ‘‘Alice Através do Espelho’’ rendeu ao Áldice Lopes o troféu de melhor ator coadjuvante. O mesmo espetáculo consagrou Maureen Miranda como atriz revelação de 1998. O músico Rodrigo Barros Homem Del Rey também foi considerado revelação, pela sonoplastia de ‘‘Cartas para não Mandar’’.
Na mesma noite, ainda foram premiados Celso ‘‘Piratta’’ Loch, como melhor compositor musical, com ‘‘A Pequena Sereia’’. Beto Bruel ganhou o troféu de melhor iluminador, Luis Antonio Ferreira foi considerado o melhor sonoplasta e Jeanete Moreno ficou o prêmio de melhor figurino do ano.
Ainda subiram ao palco do Guairinha, Tony Silveira, Ricardo Garanhani e Irineu Salvador, para receber os títulos de melhor cenário, adereço e técnico, respectivamente. Áldice Lopes também foi considerado o melhor caracterizador ou maquiador, pela peça ‘‘O Fabuloso Circo de Fábulas do Professor Jacques’’.
A festa premiou ainda Evaldo Barros com o melhor texto original de espetáculos infantis, por ‘‘Surpresa’’, e Carmem Jorge com a melhor coreografia, por ‘‘Seroc - Um Mundo de Cara Nova’’. A secretária estadual da Cultura, Lúcia Camargo, recebeu uma menção honrosa por sua decisiva contribuição ao desenvolvimento do teatro paranaense.

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