Londres - O escritor britânico Graham Greene foi rigorosamente vigiado durante 40 anos pelo governo americano, segundo divulgou, esta semana, o jornal The Guardian.
Segundo o jornal, os arquivos do FBI que passaram ao domínio público demonstram que o autor de ''O poder e a glória'', falecido em 1991, foi seguido passo a passo e que seus deslocamentos suscitavam telegramas diplomáticos americanos.
''Como se podia esperar, as posições de Greene sobre a política e as ações dos Estados Unidos não são lisonjeiras'', comentou um diplomata em um telegrama enviado em 1984, depois de um violento discurso de Graham Greene sobre a América Latina.
Graham Greene viajava regularmente, em particular pela América Latina, onde estimulava a resistência à ingerência americana e se reunia com numerosas personalidades.
Green fez amizade com Fidel Castro imediatamente depois da revolução cubana de 1959. Nos anos 80, frequentou também o dirigente sandinista nicaraguense Daniel Ortega.
Estas revelações sobre sobre Green aparecem poucos dias antes da estréia da nova versão de ''Um americano tranquilo'', interpretada por Michael Caine e baseado no romance de Greene cujo antiamericanismo provocou a ira dos Estados Unidos ao ser publicado em 1955. A primeira versão do romance foi dirigida por Joseph L.Mankiewicz em 1957, com Audie Murphy e Michael Redgrave.

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