O lápis de cor é menosprezado como um patinho feio no universo das artes plásticas brasileiras. Rejeitado pelos pintores, o recurso tornou-se especialização de poucos, o que coloca o artista Sérgio Russo em posição de destaque no País.
Paulista radicado em Londrina, Russo inaugura exposição hoje no saguão do Blue Tree Premium Hotel, onde mostra sua produção recente reunindo 18 desenhos que tematizam a figura feminina, a arquitetura medieval alemã e a música. ''São paisagens européias'', diz o artista, que já morou 11 anos na Alemanha.
A vernissage será às 20h30. A exposição, segundo ele, tem entre seus objetivos o de difundir as técnicas do grafite e do lápis de cor. ''No Brasil, elas são consideradas de segunda classe, coisas de criança. Há uma desinformação muito grande, fruto da falta de tradição cultural. Lá fora, especialmente na Alemanha e na Inglaterra, essas formas de composição têm o mesmo status que a pintura a oléo'', diz.
Russo enfatiza que trabalhar com o lápis de cor requer perícia. Devido ao fato de os lápis serem secos e por isso não se misturarem como as tintas líquidas, a maneira para encontrar a tonalidade desejada está nas diversas camadas que os lápis podem dar. ''Quando uma pessoa leiga compra uma caixa de 12 cores, por exemplo, explora essas 12 cores. O desenhista profissional vai além. Ele usa o lápis A, B, C e D para encontrar a cor E. É quase como um software através do qual você vai procurando digitalmente as camadas'', salienta.

SERVIÇO
- Exposição de desenhos de Sérgio Russo
Quando - Abertura hoje, às 20h30, com permanência até o dia 30 de agosto
Onde - Saguão do Blue Tree Premium Hotel de Londrina (Av. Juscelino Kubitschek, 1.356)

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