Graceland, a terra santa de Elvis
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quarta-feira, 21 de agosto de 2002
Lygia Rebello<br> Agência Estado 
''Se o rock-n'-roll é uma religião, sua terra santa é Graceland. E Elvis Presley seu eterno pastor.'' A frase atribuída a Paul Simon, em meados da década de 1980, soa como uma profecia para os milhares de admiradores do rei do rock-n'-roll, que todos os anos vão a Memphis, no Tennessee (Estados Unidos), visitar a mansão do ídolo. E o número de turistas é tão grande que a Graceland Mansion se tornou a segunda casa mais visitada da nação, perdendo apenas para a Casa Branca, em Washington.
A visita ao mundo de ''Elvis, The Pelvis'' um complexo turístico com hotel, restaurante, lojas e museus em sua homenagem , fica ainda mais especial quando chega agosto. No último dia 16 a morte do astro completou 25 anos. Este ano, o fenômeno Elvis voltou a explodir. Nas rádios, com o single remixado ''A Little Less Conversation'', na trilha sonora dos filmes ''Lillo and Stitch'' e ''Onze Homens e Um Segredo'' e no novo CD com as 30 melhores músicas do cantor, que deve chegar ao Brasil em setembro.
Dados divulgados pela Recording Industry Association of America mostram que o cantor já superou a marca dos 100 milhões de discos vendidos nos Estados Unidos. Elvis só perde para os Beatles, que venderam 165 milhões de discos nos EUA, e do Led Zeppelin e do cantor country Garth Brooks, com 105 milhões cada. Os números impressionam. O rei do rock é o artista morto que mais fatura, segundo dados da indústria fonográfica.
Só para se ter uma idéia disso, a revista ''Forbes'' publicou um levantamento de vendagem dos últimos 12 meses. De junho do ano passado a junho deste ano, Elvis Presley ''faturou'' US$ 37 milhões entre vendas de discos e pagamento de direitos autorais. E quem ganha com este sucesso todo é a única herdeira do astro, Lisa Marie Presley, agora esposa do ator Nicolas Cage.


