Mais de 10 mil espécies de plantas serão plantadas no solo desflorestado de Bodelva, no sudoeste da Grã-Bretanha, para formar um jardim botânico único no planeta. O jardim abrigará espécies do deserto e das florestas tropicais. Será grande o suficiente para que caibam nele 12 vezes a National Gallery (o maior museu de Londres), e tão alto que a torre inclinada de Pisa poderia caber dentro, mesmo se estivesse reta.
Os cientistas poderão, pela primeira vez na história, plantar e ver crescer em cativeiro árvores raras para estudá-las enquanto elas alcançam os 50 metros de altura. Serão os maiores jardins-de-inverno do mundo.
‘‘Trata-se simplesmente do sonho de alguns excêntricos que pensaram nisso e disseram ‘vamos em frente’’’, diz Philip McMillan Browse, um dos fundadores do projeto, que o compara com o da Torre Eiffel ou o da Ópera de Sydney.
Ele conjura exóticas visões de plantas da Terra, sejam uma mangueira da Malásia ou uma palmeira cubana, lutando por um pouco de espaço na região do sul da Grã-Bretanha. ‘‘Sabemos que esta nossa pequena empresa não vai mudar o mundo, mas quem sabe possa se tornar um catalisador para outras ações’’, completa.
Tim Smith, ex-produtor de discos de cantores famosos e escritor de muitas canções populares, é um dos líderes desse projeto, que envolve US$ 169 milhões. Ele chama o Éden de ‘‘a oitava maravilha do mundo’’.
Com um financiamento parcial do governo, a realização começará no início do ano que vem, e o projeto deverá terminar em dois anos. São esperados 750 mil visitantes por ano, numa região que é atingida pelo desemprego e com poucas esperanças de que as coisas mudem, com a exceção dos ‘‘verdes’’, como ele chama aos integrantes de seu grupo.

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