GPS é o fiel companheiro das equipes
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terça-feira, 10 de maio de 2005
Adriana Moreira<br> Especial para a Agência Estado 
São Paulo - Ele é o fiel companheiro dos atletas em modalidades como off-road, trekking, escalada, biking, balonismo e muitas outras. A cada dia, o GPS mostra que veio para ficar e conquista cada vez mais adeptos.
A sigla, que significa Sistema de Posicionamento Global em inglês, acabou dando nome ao aparelho receptor. ''Localizar-se via ondas de rádio é algo utilizado há muito tempo'', explica o professor do Instituto de Geociência da Universidade de Brasília, Paulo Fortes. ''O sistema foi evoluindo e hoje temos 28 satélites em órbita apenas para essa finalidade.''
Na prática, isso significa que, com o auxílio do GPS, é possível saber exatamente onde você está e traçar caminhos para chegar em determinado lugar, sem correr o risco de ficar perdido. Mas não pense que basta comprar um aparelhinho e sair por aí. Antes, é preciso saber manuseá-lo.
O primeiro passo é saber que os GPSs mais simples não têm uma precisão métrica. Há um erro que varia de 5 a 15 metros. Primeira dica: leia o manual, com o aparelho em mãos. Parece óbvio, mas muita gente tem preguiça. Se ainda assim suas dúvidas não forem sanadas, procure um curso especializado. Os básicos normalmente têm um dia de duração e ensinam os procedimentos fundamentais para manejar o aparelho.
Mas, para aprender mesmo, só praticando. ''Recomendo aos alunos que brinquem com o GPS, colocando para gravar o caminho de casa ao trabalho, por exemplo'', afirma Adilson Luiz dos Santos, o ''Adilson do GPS'', que ministra cursos na área. ''Só assim é possível pegar prática e agilidade.''
Há vários tipos de aparelho no mercado, com preços que variam de R$ 500 a R$ 2.900. Você também pode optar por aqueles acoplados em relógios, celulares, PDAs (computador de mão)... ''O fundamental é escolher um de acordo com suas necessidades'', explica Santos.
Além de receber e gravar dados sobre localizações, o GPS também grava altitude, velocidade, direção de deslocamento e hora. ''Com isso, é possível saber o tempo gasto no percurso e as velocidades máxima, média e mínima, entre outras informações'', diz Santos.
Guilherme Pahl, navegador da equipe de corrida de aventura Oskalunga Brasil Telecom, esclarece que nem sempre o aparelho é permitido nas competições nacionais. ''O GPS facilita muito a navegação. Quando ele é utilizado, a prova exige um preparo físico muito maior por parte dos atletas, pois é isso que vai definir os vencedores'', explica. Ainda assim, o atleta utiliza o aparelho nos treinamentos com a equipe. ''Com o GPS, posso calcular exatamente a velocidade que gastamos em um determinado tipo de terreno, em pedaladas ou na canoagem. Isso é ótimo, pois nas competições podemos calcular nosso desempenho mesmo sem utilizar o receptor.''
Já para Lourival Roldan, navegador da equipe Petrobras-Lubrax do Rali Dacar, o aparelho é essencial. ''Certa vez, pegamos uma bifurcação para a direita no deserto, enquanto deveríamos ter ido pra esquerda. Graças ao GPS, pudemos continuar e pegar o caminho correto mais à frente, sem precisar voltar'', relata.


