Marcos Magalhães
Agência Estado
Uma das últimas grandes fronteiras do ecoturismo mundial, o Pantanal começa a receber no ano 2000 investimentos destinados a torná-lo mais atraente para os visitantes, além de proteger suas belezas naturais e garantir melhor qualidade de vida a seus habitantes. Até 2005, US$ 400 milhões serão aplicados em programas de proteção dos rios, saneamento básico, implantação de novas áreas de conservação e criação de estradas parque cruzando as áreas mais bonitas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Sete trechos de rodovias já existentes serão recuperados e transformados em estradas-parque, com controles de entrada e saída de automóveis, centros de informação para os turistas, sinalização especial e mirantes erguidos nos locais onde poderão ser observados pássaros, animais e as próprias paisagens. Tudo isso dentro de áreas de preservação ambiental, onde nenhuma construção deverá ser permitida.
Entre os trechos a serem transformados estão estradas já utilizadas por turistas, como o de Poconé a Porto Jofre, no Mato Grosso. Os 70 quilômetros que vão de Bodoquena a Bonito, cidade que atrai cada vez mais visitantes pela beleza de seus rios, também se converterão em estrada-parque, com belvedere e sinalização de pontos de travessia de animais silvestres. O mesmo ocorrerá com os 13 quilômetros entre a Chapada dos Guimarães e um mirante já existente – ‘‘local de expressivo valor cênico’’, segundo o projeto submetido ao BID.
O Programa de Desenvolvimento Sustentável do Pantanal começa a ser colocado em prática após a assinatura, prevista para maio, de um acordo de financiamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que vem sendo negociado há quatro anos. O banco será responsável por metade dos recursos necessários. Outros US$ 100 milhões virão da instituição japonesa Overseas Economic Cooperation Fund. O governo federal aplicará US$ 50 milhões e cada um dos dois estados beneficiados entrará com US$ 25 milhões, ao longo de cinco anos.

mockup