Governo quer remanejamento de servidores para reabrir Ouro Verde
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sexta-feira, 04 de agosto de 2017
Rafael Machado <br>Grupo Folha 

Fechado desde o final de julho pela falta de reposição de funcionários, o Teatro Ouro Verde novamente é motivo de discussões entre a direção da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o governo estadual. O novo problema acontece logo após o Festival de Música de Londrina, quando a diretora da Casa de Cultura da UEL, CLeuza Cacione, anunciou o fechamento por conta da insuficiência de pessoal. A reabertura fica ainda mais iminente por causa do Festival Internacional de Londrina (FILO), que começa na sexta-feira que vem (11). Clique aqui e confira a programação divulgada hoje.
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Para tentar solucionar o impasse, o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), João Carlos Gomes, sugeriu que a reitora da UEL, Berenice Jordão, remanejasse alguns servidores para, em caráter emergencial, atuarem na administração do Ouro Verde. Ele acredita que a definição sairá nos próximos dias. A reportagem aguarda manifestação da assessoria de imprensa da universidade.
Quando o teatro foi reinaugurado no final de junho, o governador Beto Richa (PSDB) assinou a nomeação de funcionários para repor o quadro. No entanto, Gomes ressaltou que o governo está perto de atingir o limite prudencial nas despesas públicas. "Em casos assim, só podemos contratar para algumas áreas, como educação e saúde", afirmou o secretário.
Outra alternativa é admitir novos servidores via Palco Paraná, uma maneira encontrada para sanar o problema com a criação de cargos comissionados. Em 2003, este modelo foi implantado em parceria com a direção do Teatro Guaíra, de Curitiba. Na época, 81 funções em comissão foram elaboradas, sendo 31 para o setor administrativo e 50 para o artístico. O último concurso público ocorreu em 1991.
O Teatro Ouro Verde permaneceu fechado cinco anos após o incêndio que consumiu boa parte da estrutura em 2012. A obra foi licitada em 2013, mas só começou em janeiro de 2014. O investimento ultrapassou R$ 12 milhões. O espaço cultural foi construído na década de 50.
A Reportagem não conseguiu contato com a assessoria de imprensa da universidade.


