Governo paulista assina protocolo para criação de Programa de Estímulo à Indústria Audiovisual
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quinta-feira, 16 de dezembro de 1999
Por Márcia Furlan 
São Paulo, 16 (AE) - O governo de São Paulo assinou hoje protocolo de intenções para a criação do Programa de Estímulo à Indústria do Audiovisual no Estado com o Ministério da Cultura, a Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Instituto Roberto Simonsen, Sebrae e o Sindicato da Indústria Cinematográfica do Estado de São Paulo. A iniciativa faz parte do programa Mais Cinema - 1999/2000, criado pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura em setembro e que tem disponíveis R$ 80 milhões, provenientes do BNDES e do Governo Federal, com aval do Banco do Brasil e do Sebrae para produção, distribuição e exibição dos longas-metragens.
Na cerimônia de assinatura do protocolo, da qual pariticiparam vários artistas, como Nicole Puzzi e Renato Consorte, o governador Mário Covas prometeu arcar com 50% das produções feitas no Estado. De acordo com o secretário nacional do Audiovisual, José Alvaro Moisés, dos R$ 80 milhões foram investidos R$ 21,5 milhões nos últimos dois meses na produção cinematográfica brasileira, que encerrará este ano com 31 filmes lançados.
O objetivo é atingir a marca de 60 produções por ano e levar o cinema nacional a deter 20% das exibições no País até 2002. Em 1999, os brasileiros representaram 10% do que foi exibido nas telas. Moisés contestou comentários de crítcos de que os filmes nacionais são ruins. Prova disso, segundo ele, é o crescimento do público dos longas metragens brasileiros, que saiu de 3,6 milhões no ano passado e chegou a R$ 4,5 milhões este ano. "É a comprovação do reconhecimento da população de que o filme brasileiro é bom", afirmou.


