Governo lança pólo editorial
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quinta-feira, 22 de maio de 1997
Zeca Corrêa Leite Sucursal de Curitiba 
DivulgaçãoO governador Jaime Lerner (com a escritora Helena Kolody e autoridades): O Paraná vai ser o Estado do LivroSe depender do governador Jaime Lerner, o Paraná vai se transformar em breve num pólo editorial brasileiro. O início da investida nesse sentido foi dado na tarde de quarta-feira, na 1ª Feira Interamericana do Livro, no Parque Barigui, em Curitiba. O governador lançou o projeto com um pacote literário - oito títulos que levam as assinaturas de Helena Kolody, Paulo Leminski, Lima Barreto, Monteiro Lobato, Oscar Wilde, Victor Hugo e Shakespeare. Preço de cada volume que será vendido em bancas: R$ 1,80.
Na Feira, que prossegue até domingo, as obras são encontradas no estande da Secretaria da Cultura por um valor ainda mais em conta: R$ 1,50. Os professores terão acesso a eles pagando apenas R$ 1,00.
O projeto batizado de Pólo Editorial Paraná representa uma parceria do governo paranaense com a editora italiana Del. O contato, feito através do publicitário Rogério Mainardes, evoluiu para um acordo com a Secretaria da Educação que adquiriu 400 mil exemplares. O lote inicial das oito obras é de 480 mil.
Estão chegando às bancas a Sinfonia da Vida, poemas de Helena Kolody, Contos, de Monteiro Lobato, O Último Dia de um Condenado à Morte, Aforismos de Oscar Wilde, O Homem que Sabia Javanês de Lima Barreto, Hamlet e Romeu e Julieta de Shakespare, e Ensaios e Anseios Crípticos de Paulo Leminski.
Jaime Lerner não quis citar valores do investimento: Não é uma questão de investimento - a idéia é o casamento do governo com a editora. O governo vai garantir que esta cota de livros seja colocada à disposição dos alunos e do professor, enfatizou.
Parcerias gráficas O governador disse que pretende chamar outras editoras que façam as parcerias com as gráficas, incentivando cada vez mais a produção livreira no estado que, historicamente, é o maior produtor de papel do país. Temos uma tradição gráfica que vem da influência étnica, da produção dos alemães, dos eslavos do começo do século, comentou. Apesar disso é muito pequeno o número de editoras.
Quando a gente fala em fechar toda a cadeia produtiva dos nossos produtos no Estado, por que não o livro?, argumentou. Mas a idéia mais forte que está por trás disso é garantir maior acessibilidade do livro ao povo. Veja: abre-se uma perspectiva para novas parcerias de editoras, de gráficas, e vamos criar aqui um grande pólo editorial.
Entusiasmado com o que chamou de idéia muito simples, acalentada faz tempo Jaime Lerner acenou para a possibilidade de catapultar novos talentos.Queremos estimular o novo autor. Se bancarmos a primeira edição de 2 mil exemplares dos novos autores, desde que as próximas edições sejam aqui no Paraná, nós abrimos um novo mercado editorial. Novos autores, novas editoras, isso também vai resultar em empregos e numa abertura muito grande. O Paraná quer ser e vai ser o Estado do Livro, finalizou.


