O Gorrión Cia. de Butoh, da Fundação Cultural de Ibiporã, apresenta amanhã duas coreografias inspiradas na proposta do butô, dentro do XI Festival de Dança de Cascavel, no Centro Cultural Gilberto Mayer, às 18 horas. Para essa apresentação, a diretora da Cia., Paz Adulante selecionou as coreografias ‘‘Contadora de História’’ e ‘‘A Raíz’’, realizadas pelos bailarinos Emerson Betiati e Solange El Kadri.
Pouco difundido no Brasil, o butô surgiu após o horror da Segunda Guerra Mundial, numa combinação entre dança e teatro. O butô foi criado por Tatsumi Hijikaa (1927-1986) e Kazuo Ohno (1906), em meados dos anos 50. Essa vertente da expressão oriental é marcada pela experiência nuclear, fundamentada numa estética que expõe o lado obscuro e sublime da natureza humana.
Kazuo Ohno, representante máximo do butô, se apresentou no Festival Internacional de Londrina, em 1992. Foi numa dessas performances que a coreógrafa chilena Paz Adulante se rendeu à proposta do butô. Kazuo Ohno chegou à Londrina no exato momento em que ela estava procurando uma linguagem de expressão corporal que se ajustasse a sua forma de pensar. Paz estudou sobre o trabalho do coreógrafo japonês e criou o grupo Gorrión Cia. de Butoh, em 1999, com sede em Ibiporã (14 km a leste de Londrina). E já ostenta um primeira colocação, obtida no 3º Mercosul de Dança, em Foz do Iguaçu. ‘‘O butô não possui uma linha definida’’, argumenta a diretora da Cia. No ocidente, existe uma certa dificuldade para assimilar a proposta dessa dança-teatro zen.
No dia 10 de agosto, o Gorrión apresenta o espetáculo ‘‘Alpha’’, em Curitiba, para o curador do projeto Itaú Cultural Rumos da Dança, proposta que procura fazer o mapeamento da dança contemporânea no Brasil. Ao todo, são 45 grupos do Paraná que se dedicam à pesquisa e se revesam no palco, disputando a chance de participar da semi-final em São Paulo. No dia 11, a Cia. se apresenta na Argentina, na cidade Puerto Iguazu, no 6º Contemporâneo de Dança, levando as coreografias ‘‘A Morte’’, ‘‘Gênesis’’ e ‘‘Prece’’.

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