Golpes de sedução
Muitos atores se surpreendem com o fascínio que os vilões das novelas exercem sobre as pessoas. Quando eles são ricos e poderosos, então, não é difícil um mau-caráter passar a ser um adorável sedutor. Foi assim com Olavo, personagem de Wagner Moura em ''Paraíso Tropical''. ''Eu fazia um cara metido, mas que tinha a fraqueza de ser apaixonado por uma piranha. As pessoas adoraram isso'', explica Wagner. O intérprete de Marconi Ferraço em ''Duas Caras'', Dalton Vigh, é outro que não nega que o charme de seu personagem encanta as mulheres. E ele lembra também do Clóvis, de ''O Profeta'', que vivia esbofeteando a mulher. ''São figuras poderosas, bem-sucedidas na vida, que andam engomadinhas. Isso seduz'', resume Dalton, que já chegou até a ouvir mulheres pedindo para que ele as prendesse no sótão, na época da novela das seis.
Mas não é preciso necessariamente ser um vilão rico para conquistar a admiração das pessoas. Em tempos de traficantes vistos como verdadeiros ídolos em morros e favelas, Heitor Martinez nunca chamou tanta atenção com um personagem como quando viveu o bandido Jackson, de ''Vidas Opostas'', da Record. ''O cara era um assassino, mas as pessoas tinham simpatia. Era assustador passar na saída de um colégio e ver um monte de crianças me cercando'', recorda Heitor, que atualmente vive Petrônio, um vilão bem mais ameno em ''Amor e Intrigas'', também da Record.





