Os fãs da dança têm até sexta-feira para ver, todas as noites, às 19h30, a arte da coreógrafa alemã Pina Bausch, no auditório do Instituto Goethe. Uma das maiores celebridades do balé moderno em todo o mundo, a artista é tema da mostra promovida pelo Goethe em parceria com o Museu da Imagem e do Som. A entrada é franca.
A programação traz dois vídeos a cada sessão. Hoje, será exibido ‘‘Imagens de Peças de Pina Bausch’’, de 1990, dirigido por Kay Kirchmann e ‘‘Valsa’’. O primeiro é uma série de registros feitos durante as apresentações do grupo em Palermo, Paris, Bari e Wuppertal.
Mostra trechos de ‘‘Ele a pega pela mão e a conduz ao castelo, os outros seguem’’, de 1978, ‘‘Cravos e Valsa’’, de 1982, e ‘‘Palermo, Palermo’’, de 1989. O segundo vídeo da noite, ‘‘Valsa’’, com 55 minutos de duração, trazendo trechos do espetáculo criado a partir de hinos de diversos países e de canções de Edith Piaf e Tino Rossi.
Amanhã serão exibidos ‘‘Café Muller’’ e ‘‘A la Búsqueda de la Danza - El Otro Teatro de Pina Bausch’’. O primeiro, dirigido por Peter Schaffer, em 1985, mostra uma das primeiras obras conhecidas da coreógrafa, que se tornou um marco da linguagem dança-teatro. Num salão de café, pessoas se buscam e se perdem no espaço repleto de mesas e cadeiras.
‘‘A la búsqueda de la danza’’, de 1993, dirigido por Patrícia Corboud, é um documentário sobre o trabalho de Pina, na busca constante de formas novas e artísticas de expressas temas existenciais através da dança.
Na quita-feira, o programa é formado por ‘‘Barba Azul’’, em versão integral, e ‘‘Um Jour Pina a Demand钒. A ópera de Béla Bartók, ‘‘O Castelo de Barba Azul’’, serve de base para a dança, já o segundo vídeo reúne imagens de espetáculos apresentados em Milão, Veneza, Avignon, com trechos de ‘‘Vem Dançar Comigo’’ (1977), ‘‘Pátio de Contatos’’ (1978), ‘‘Valsa’’ (1982) e ‘‘Cravos’’ (1983).
A própria Pina Bausch é a diretora de ‘‘El Lamento de la Emperatriz’’, primeiro longa-metragem da coreógrafa, rodado entre outubro de 1987 e abril de 1989. As estações do outono, inverno e primavera são determinantes no roteiro do vídeo, em sua parte externa. Já a parte interna retrata o método de trabalho da bailarina, desenvolvido com o Teatro de Dança de Wuppertal, desde a temporada de 1973/74.
‘‘El Lamento’’ não teve um roteiro escrito previamente. Ele é composto de colagem e montagens de cenas, reproduzindo determinadas situações e provocando variadas associações. ‘‘No centro do filme está a inutilidade da vida, a procura do amor. Sente-se o desespero. O filme é um lamento’’, diz Pina Bausch.

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