Gloria Pires interpreta juíza em série
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domingo, 09 de outubro de 2016
Leonardo Volpato<br>Folhapress 

Estreia ontem, no "Fantástico" (Globo), o quadro "Segredos de Justiça", atração que levará ao público cinco episódios (um por semana), de 12 minutos cada, com os mais complexos dramas familiares que têm de ser solucionados no tribunal. As histórias são baseadas nos contos do livro "A Vida Não É Justa", escrito pela juíza da vara de família Andrea Pachá, que usou suas experiências como referência.
Na série, a atriz Gloria Pires vive a protagonista, a juíza Andrea. A cada domingo, uma trama que envolve problemas que ocorrem no dia a dia no tribunal ganham vida por meio da dramaturgia, com atores interpretando os personagens envolvidos em cada caso. "Optamos por colocar atores por questões narrativas e para apresentar um formato diferente ao público", conta o diretor do quadro, Pedro Peregrino.
Os temas da primeira temporada vão desde a bigamia, passando pelo abandono de crianças até a gravidez na adolescência. Todos esses conflitos familiares acabam na Justiça, e é Gloria Pires, no papel da juíza, quem tem de definir os rumos de cada um.
"Eu assisti a algumas audiências da Andrea, vi como ela é humana nos casos que julga", conta Gloria. "Há uma distância grande entre o que as pessoas acham que acontece e o que realmente acontece no fórum."
Ela afirma que, curiosamente, sua personagem tem poucas falas, apesar de ser a protagonista. "A gente quis colocar o pensamento das famílias e o entendimento da Andrea sobre os casos, o bom senso dela", reforça.
Para dar vida à juíza, Gloria conta que, além de acompanhar sua atuação no dia a dia, fez outros trabalhos para entender como funciona a rotina nessa área. "Eu assisti a filmes, li livros e, claro, li o "A Vida Não É Justa"", revela a atriz, que retorna à TV depois de "Babilônia" (Globo, 2015). "Não consigo resistir a um projeto inovador", conta. "Espero que a série influencie as pessoas de maneira positiva. A Andrea Pachá é uma pessoa incrível, muito humana. Não estamos habituados com isso. Normalmente, os profissionais que se dedicam a ajudar a população se colocam distantes de seus problemas. E com a Andrea acontece o oposto."
Os dramas em cena se desenrolam em três tempos. Primeiro são apresentadas as histórias de vida. Depois, são mostrados os depoimentos de quem está envolvido em cada caso. E, por último, a trama entra na sala de audiência. "Nós não temos a pretensão de explicar os casos e seus trâmites legais, mas de emocionar. As pessoas estão num momento que querem ver mais justiça acontecendo no país", conclui o diretor artístico Rafael Dragaud.


