São Paulo - Os mistérios do oceano continuarão a ser desvendados no ''Globo Mar'', que estreia amanhã a sua terceira temporada. ''As pessoas conhecem o mar do ponto de vista da praia. Mas todo o mundo tem curiosidade de saber o que acontece naquela luz tremulando no meio do breu'', diz o repórter Ernesto Paglia, referindo-se aos navios que ficam ancorados no mar à noite.
A grande novidade da temporada é a presença de Poliana Abritta - que assume o lugar que já foi de Glenda Kozlowski e Mariana Ferrão. A jornalista, acostumada a cobrir política em Brasília, revezará com Paglia a apresentação de cada programa. ''Sou nascida e criada em Brasília. O mar, para mim, significa férias.''
O ''Globo Mar'' seguirá a mesma linha das temporadas anteriores de mostrar o desafio de uma equipe de TV no oceano. ''Mostramos como é fazer uma reportagem de televisão em alto-mar, com nove pessoas a bordo e três câmeras'', conta Paglia.
A equipe, desta vez, passará pelos litorais de Santa Catarina, Pernambuco e Paraná, entre outros. ''O programa mais emocionante foi com baleias, em Abrolhos, na Bahia'', diz Poliana.
O primeiro episódio da terceira temporada é sobre a pesca de camarão em Campos dos Goytacazes (litoral norte do Rio de Janeiro). ''Esse episódio é um grande barato'', diz o repórter Ernesto Paglia, que acompanhou o processo.
Segundo ele, os pescadores enfrentavam dificuldades, pois não tinham um porto para barcos maiores. ''A única saída deles para o mar era a praia, que só comporta pequenos botes. Por isso, não tinham como competir com pescadores de fora da cidade.'' Eles encontraram, então, uma solução original. ''Não posso falar muito para não estragar a surpresa. Mas eles resolveram com ajuda de tratores. Dois para cada barco'', adianta.

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