Depois do sucesso do filme ''Tropa de Elite'' (2007) e do investimento da Record em uma série policial - ''A Lei e o Crime'' -, chegou a vez de a Globo apostar no gênero. A emissora carioca prepara uma série investigativa que irá retratar o cotidiano de um grupo de policiais que investiga a própria polícia. ''Força Tarefa'', escrita por Fernando Bonassi - de ''Carandiru''(2003) e ''Cazuza''(2004) - e Marçal Aquino - de ''Nina''(2004) - tem estreia prevista para a terceira semana de abril, quando será lançada a nova programação da Globo.
Na atração, sete policiais formam uma corregedoria que investiga os desvios de conduta de outros membros da polícia. ''Estamos apostando em uma linguagem ágil. É claro que teremos muita ação, mas sempre imbuída de muito suspense'', adianta o diretor José Alvarenga Jr.
Em ''Força Tarefa'', o grupo é chefiado pelo coronel Caetano, interpretado por Milton Gonçalves. O ator, que fez um deputado corrupto em ''A Favorita'', diz estar feliz com o novo trabalho. ''Um ator vive em busca de personagens diferentes e cheio de expectativas'', diz.
Gonçalves conta que os atores estão sendo treinados e que têm à sua disposição uma assessoria militar. ''Temos nos preparado muito fisicamente. Fizemos aulas com armas e aprendemos como realizar uma ação policial'', revela. O ator explica que, embora, seu personagem seja o chefão na autarquia da corregedoria, seu papel será o de organizar o grupo.
A ação da história caberá ao tenente Wilson. Interpretado por Murilo Benício, que também fez um bandido na última novela das oito, Wilson seguirá à risca os princípios da Justiça até em sua casa. Esse comportamento irá gerar conflitos com a namorada, Jaqueline (Fabíola Nascimento). Tudo indica que ''a trama deste primeiro ano será mais voltada para a vida do tenente'', adianta a atriz Hermylla Guedes, que viverá Selma, braço direito dele na trama. Além dos três, a equipe da corregedoria de ''Força Tarefa'' conta com Jorge (Rodrigo Einsfeld), Irineu (Juliano Cazarre), Oberdan (Henrique Neves) e Genival (Osvaldo Barauna).
Selma é a única mulher da corporação. Durona, sua personagem seguirá uma tendência atual das novelas, que é abordar a sexualidade. Por conta disso, ela terá traços ambíguos. ''Sempre haverá a ideia de que ela pode ser homossexual'', revela. As investidas do colega de trabalho Irineu, que segundo Hermylla ''está dando a entender que tem uma queda por ela'', podem aumentar o suspense em relação ao tema.

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