Miami, filão a ser melhor explorado: rota entre São Paulo e a cidade norte-americana transporta hoje 2,5 milhões de passageiros por anoA onda das fusões e parcerias mundiais também atingiu as companhias aéreas TAM e a American Airlines, que na semana passada firmaram um acordo operacional baseado no sistema de code sharing recíproco nos vôos entre Brasil e Estados Unidos. Na prática, isso vai permitir que o passageiro viaje, por exemplo, de Ribeirão Preto (interior de São Paulo) a Cleveland, nos Estados Unidos, com um só bilhete, check-in e despacho de bagagens.
O acordo ainda prevê aos clientes, tanto da companhia brasileira quanto da americana, compartilhar os serviços de milhagem e informações, como reservas e emissões de passagens, além de transporte facilitado de cargas.
Para tornar viável esse acordo a TAM e American Airlines vão investir US$ 10 milhões para operar seus sistemas de forma integrada. Fora isso, a companhia brasileira deve investir até abril do ano que vem US$ 200 milhões na compra de duas aeronaves intercontinentais para operar um vôo diário entre São Paulo e Miami. A frota dessas aeronaves deve atingir seis Boeings até agosto de 1999.
Todo o investimento se justifica já que essa rota entre as duas cidades trasporta hoje 2,5 milhões de passageiros por ano, com tendência de crescimento acelerado, segundo a assessoria de imprensa da AA.
Números espantosos A American Airlines é uma gigante e seus números são espantosos: é a maior do mundo em número de aeronaves, a segunda do mundo em milhagem percorrida e a terceira, também no mundo, em partidas diárias. Em um dia típico a companhia norte-americana recebe mais de 340 mil telefonemas de reservas, serve cerca de 190 mil refeições e lanches e opera mais de 3,6 mil vôos diários.
A TAM é a quarta maior companhia aérea brasileira. Controlada pela holding Táxi Aéreo Marília S/A, o grupo, além de atuar no transporte aéreo regular, ainda participa de serviços como fretamento de aviões, representa empresas para venda de aeronaves, peça e componentes. O grupo investiu recentemente cerca de U$ 21 milhões na criação de um projeto e implantação de um sistema próprio de comunicação. Acabou criando a maior rede corporativa via satélite da América Latina.
Os analistas econômicos apontam como principal causa para toda essa movimentação nos céus do Brasil a estabilidade econômica conseguida através do Plano Real. A própria direção da American Airlines admite que o Brasil é um grande filão. Melhor para os turistas, que terão uma maior gama de serviços a sua escolha. À lista já existente, aguarda-se a chegada de duas outras grandes norte-americanas, a Delta e a Continantal, de devem começar a operar no Brasil em julho deste ano.

mockup