O diretor e dramaturgo Gerald Thomas não nega as duras críticas que fez aos organizadores do 8º Festival de Teatro de Curitiba no jornal ‘‘Folha de São Paulo’’ do dia 25 de março, mas levou um susto (pelo menos aparentou) quando foi indagado pela Folha2 sobre a importância de sua presença para dar ‘‘colorido’’ ao acontecimento.
Thomas veio a Curitiba para substituir Antonio Abujamra que daria uma palestra no sábado, no Memorial da Cidade, mas teve de voltar ao Rio de Janeiro. Bem-humorado, encantou o público que se ateve unicamente aos assuntos voltados ao palco. Nada que passasse, nem de leve, pela polêmica que ele ajudou a criar com suas observações quanto à desorganização do FTC.
Ele não gostou que tenha vazado o valor do seu espetáculo para estrear mundialmente em Curitiba (US$ 35 mil). ‘‘Esse é um assunto que diz respeito somente às partes interessadas, ninguém mais.’’ Reconheceu que todos foram vítimas da crise da moeda brasileira e garantiu que a parceria permanece como antes, mesmo porque ‘‘somos judeus e judeu só trai outro judeu no campo de concentração’’. ‘‘Achei simpático vir aqui para tentar provar que está tudo bem’’, comentou. Abaixo, trechos da entrevista concedida à Folha2:
Você está aqui para fazer as pazes com o Festival devido às declarações feitas na ‘Folha de São Paulo’?

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