Gerações se unem para cantar sambas divertidos de Bezerra
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de outubro de 2008
Marco Aurélio Canônico<br> Folhapress 
Bezerra da Silva (1927-2005) é daqueles artistas que foram muito mais falados do que conhecidos - quase todo mundo sabe quem é, mas pouca gente é capaz de citar uma música sua que não ''Malandragem Dá um Tempo''. Outrora criticado por falar de bandidos e drogas em suas músicas, o cantor tornou-se ''cool'' em tempos recentes, adotado por artistas como Barão Vermelho, O Rappa e Marcelo D2, que regravaram suas canções e o transformaram numa espécie de ''velho sábio'' do samba.
Esse descompasso entre a fama do cantor e a de suas músicas fica evidente no show em sua homenagem feito em 2007, na Fundição Progresso, no Rio, e registrado em CD e DVD. Entre os convidados, há artistas de gerações mais novas - Daúde, D2, Max de Castro - mas também cobras criadas, como Dicró e Leci Brandão.
O repertório, porém, parece ser desconhecido pela platéia, que só se empolga quando o Barão toca sua manjada versão de ''Malandragem...'' ou quando D2 se une ao improvável João Gordo, em ''A Semente''. É pena, porque, entre altos e baixos, há bons momentos, como Luiz Melodia fazendo uma versão mais calma de ''Maloca o Flagrante'', Jards Macalé levando bem a divertidíssima ''Defunto Caguete'' e Pedro Luís e a Parede cantando a ótima ''Verdadeiro Canalha''. Mas os grandes destaques ficam com a Nação Zumbi, que mostra faceta menos conhecida de Bezerra com ''Coco do B'', e o impagável Dicró, com ''Minha Sogra Parece Sapatão''.
SERVIÇO
- Tributo a Bezerra da Silva
Artistas - Vários
Gravadora - Som Livre
Quanto - R$ 20 (CD) e R$ 30 (DVD), em média


