George Lucas volta com 'O ataque dos clones'
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sexta-feira, 17 de maio de 2002
María Carmona France Presse 
Cannes - Gritos de entusiasmo e uma longa ovação saudaram anteontem a primeira exibição em Cannes de Guerra nas estrelas, episódio II: O ataque dos clones, de George Lucas, com o que o Festival entra para a era do cinema digital.
Cheio de imagens suntuosas, esta quinta sequência (fora de ordem) de Guerra nas estrelas reúne todos os elementos de aventura necessários para satisfazer os fãs que acompanham esta saga há quase três décadas.
À aventura, amor e heroísmo, ingredientes clássicos de sua história, Lucas coloca dessa vez um novo tempero tecnológico e é preciso dizer que o resultado supera amplamente o episódio I, que muitos consideram limitado e decepcionante.
Interpretado por Wan McGregor (Obi-Wan), Natalie Portman (Padme), Hayden Christensen (Anakin) Samuel J. Jackson (Mace Windu) e Christopher Lee (conde Dooku), O ataque dos clones transcorre dez anos depois de A ameaça fantasma e mostra o surgimento de um movimento separatista e misteriosos conspiradores que preparam um exército de clones para desencadear uma guerra. O jovem Anakin Skywalker se forma para ser Jedi aos cuidados de Obi-Wan.
Desta vez, a história ganha contornos mais épicos e, apesar das reticências dos puristas, que desconfiam de todo cinema que não seja de celulóide, O ataque dos clones é um excelente filme de aventuras, o objetivo maior de seu autor.
Na coletiva de imprensa dada imediatamente depois da projeção, o próprio Lucas negou os argumentos contrários ao cinema digital, afirmando que, graças a isso, pôde fazer, trinta anos depois, o filme que tanto queria.
Escrevi a história há 30 anos. Quando concebi a série de filmes, descobri que era difícil fazê-la inteira e preferi começar pelo meio. A tecnologia digital me permitiu voltar atrás e fazer um filme como queria ter feito na época, afirmou.


