George Lucas ataca novamente
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de janeiro de 1997
Jean Loup Sense France Presse 
DivulgaçãoNova versãoRelançamento de Guerra nas Estrelas para promover nova trilogia de LucasGuerra nas Estrelas vai invadir novamente, passados vinte anos de sua estréia, as telas de cinema americanas, em uma versão restaurada e rejuvenescida pela magia da informática, num relançamento que visa promover a nova triologia que George Lucas espera apresentar com a chegada do século XXI.
Em 31 de janeiro, esta nova Guerra nas Estrelas será exibida em 1.800 salas, contra apenas 32 telas em sua tímida aparição em 25 de maio de 1977. As duas continuações, O Império Contra-ataca e O Retorno do Jedi, devem ser apresentadas em 21 de fevereiro e 7 de março, respectivamente.
Esta versão de aniversário, com uma trilha sonora retrabalhada, possui apenas quatro minutos inéditos, mas as revisões técnicas foram de uma complexidade tal que seu custo - cerca de 10 milhões de dólares - equivaleu ao orçamento inicial do filme.
Os magos da Industrial Light and Magic, a companhia de efeitos especiais criada por Lucas há 21 anos, recorreram à informática de ponta para obter o que não puderam realizar no passado.
Nenhum dos atores voltou ante as câmeras, mas foram introduzidas novas criaturas, naves mais sofisticadas e o nojento Jabba, the Hutt, faz uma aparição inédita junto a Han Solo (Harrison Ford).
Jabba deveria ter figurado no filme original, mas o resultado final do personagem não ficou a gosto de George Lucas, que cortou a cena. George Lucas explicou que queria corrigir pequenas coisas que o incomodaram durante vinte anos. Estava furioso na época em que Star Wars estreou, pois o filme foi às telas meio terminado, disse ele à revista Newsweek. Quando se tem a energia e os meios para se restabelecer as coisas, isso causa muito prazer.
A nova versão
possui apenas quatro
minutos inéditos,
mas seu custo equivaleu
ao orçamento
inicial do filme
Ao apresentar ao público esta versão remasterizada das eventuras épicas de Luke Skywalker, Hans Solo, princesa Leia e Darth Vader, George Lucas e a Twentieth Century Fox assumem um duplo risco. Como irão reagir os milhões de admiradores fanáticos diante das modificações feitas em um filme que eles conhecem de cor, nos mínimos detalhes?
O redator-chefe da revista especializada em ficção científica, Sci-Fi Universe, Mark Altman, criticou as alterações, em entrevista à revista Entertainment Weekly. Isso cria um precedente perigoso. Se vou ao cinema ver Casablanca (...), não tenho vontade de ver um novo avião criado por computador na cena do aeroporto.
Haverá público para um filme que todo mundo já viu, já que é o quarto sucesso comercial da história do cinema (depois de E.T. O extraterrestre, Jurassic Park - O parque dos dinossauros e Forrest Gump - O contador de histórias) e já vendeu 30 milhões em vídeo, só em 1995.
A volta da trilogia deve suscitar, assim esperam seus promotores, uma expectativa para os próximos três filmes planejados por George Lucas, que se situarão quarenta anos antes dessa primeira trilogia, que, na realidade, aborda os capítulos 4, 5 e 6 de um total de nove histórias da saga dos Jedi.
O primeiro, que marcará a volta de George Lucas atrás das câmeras, deve estrear em 1999. As outras duas continuações estão previstas para 2001 e 2003.


