Gentileza faz bem e todos gostam
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 03 de julho de 2006
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
Como palavrinhas mágicas, o ato de dizer obrigada, bom dia, por favor e desculpa anda se tornando coisa rara hoje em dia, quase que um reflexo de uma sociedade que privilegia o egocentrismo e parece estar perdendo o senso de gentileza e respeito. E foi a partir de uma reportagem publicada na Folha de Londrina, no dia 7 de abril, Londrinenses pedem mais gentileza nas ruas, que a direção da Escola Aliança, no Jardim Jamaica, decidiu elaborar o Projeto Respeito para alunos de 1ªà 3ªsérie do Ensino Fundamental.
De autoria do jornalista Guilherme Borges, a reportagem trouxe a opinião de diversos moradores da cidade sobre a falta de gentileza nas relações humanas e nas ruas de Londrina. A psicóloga social Mari Nilza Ferrari de Barros chamou o mundo de narcísico, onde cada cidadão só consegue olhar para si mesmo, e tem dificuldade de reconhecer e respeitar o outro. O assunto veio de encontro com a realidade que também enfrentamos na sala de aula. Hoje em dia respeito é coisa rara e os alunos de hoje não têm a mesma atitude respeitosa que os de antigamente tinham com os professores e diretores, ressaltou a professora Ângela Maria da Silva Ribeiro, que trabalhou com alunos da 3ªsérie a importância do respeito no trânsito e no meio ambiente. A aprendizagem respeito à natureza, também incluiu a leitura do poema A súplica da Terra. Respeite-me, de Walter Rossi.
Eles passaram a perceber que a atitude individual tem sempre uma relação com o todo em que estamos inseridos. Agora estão mais conscientes e isso se revela na sala de aula, na relação deles com os pais, na hora de esperar na fila do lanche e no tipo de reação que têm quando entram em conflito com os colegas, disse a professora. Ela também defendeu que considera dever do professor levar esse tipo de debate para a sala de aula. Cabe a ele levar o jornal e outros recursos que colaborem para uma maior conscientização do aluno. No nosso caso, o jornal foi um instrumento concreto que todos os alunos puderam consultar, afirmou.
A aluna Isabele Carolina dos Santos Silva, 8 anos, contou que após o projeto aprendeu a respeitar mais as pessoas, os animais e a natureza. Estou mais educada e estou conseguindo pedir mais desculpas, pontuou. Sua amiga de sala, Kaori Luiza Rossi, também de 8 anos, destacou que não devemos jogar lixo na rua e que agora corrige os pais quando eles batem na sua cachorrinha de estimação Lili quando ela late muito ou cavuca o jardim. Acho isso uma falta de respeito com o animal. Eu converso com a Lili para ela não fazer coisas erradas e ela me obedece na maior parte das vezes.
O aluno Wilson Alves da Silva Júnior, 8 anos, disse que o que mais gostou do projeto foi a pesquisa sobre o respeito com os idosos. Agora estou respeitando mais os mais velhos e em casa sempre uso as palavras por favor e da licença quando falo com a minha mãe, explicou. Já para o aluno Guilherme Augusto Ferreira da Silva, 7 anos, uma das lições mais importantes foi aprender que jogar lixo na fossa pode causar entupimento e atrapalhar a vida de muitas pessoas. Gostei de estudar com o jornal e também estou respeitando mais os animais, concluiu.


