Curitiba - O quarteto inglês Gene Loves Jezebel está de volta ao Brasil. A segunda passagem da banda por Curitiba será a única oportunidade para os fãs conferirem os sucessos de seu último lançamento, o CD ao vivo ''Accept no Substitute''. O show acontece hoje, no Moinho São Roque, em Curitiba, depois do show em São Paulo.
A banda é formada por Jay Aston (vocal e guitarra), James Stevenson (guitarra), Chris Bell (bateria) e Peter Risingham (baixo). No repertório do show, músicas do mais recente CD, além de hits antigos como ''Love keeps dragging me down'', ''Desire'', ''Heartache'', ''Sweetest Thing'' e ''Motion of Love'', que os projetaram internacionalmente.
Os irmãos gêmeos Jay e Michael Aston começaram a tocar em 1980 quando formaram o Slav Arian, com o guitarrista Ian Hudson e uma bateria eletrônica. Embora tenham crescido em Porthcawl, South Wales, eles mudaram para Londres em 1981 e renomearam o grupo para Gene Loves Jezebel muito influenciados pela cena do rock gótico.
Após dezenas de shows, a banda assinou contrato com a Situation 2. Em maio de 1982, a gravadora lançou o demo-single da banda ''Shavin My Neck''. Foi quando o baixista Julianne Regan e o baterista Dick Hawkins se juntaram ao grupo. Mas Regan logo deixou a formação para integrar o All About Eve, deixando Ian Hudson e Michael Aston se alternando no contra-baixo até a entrada de Peter Rizzo, em 1984. Hawkins também deixou a banda por um tempo, substituído por John Murphy e mais tarde por Steve Goulding, mas retornando ao posto em 1983.
Gene Loves Jezebel lançou mais dois singles em 1983, antes do seu debut álbum Promise. Em 1984, eles gravaram uma participação no show de radio de John Peel para BBC e fizeram uma tour com John Cale. Depois retornando para a América, Gene Loves Jezebel lançou os singles ''Influenza (Relapse)'' e ''Shame (Whole Heart Howl)'', mas então esperaram um ano inteiro antes do segundo álbum Immigrant, lançado na metade do ano de 1985.
Immigrant também foi o hit número um dos ''indies charts'', mas durante uma torturante turnê na América, Hudson deixa a banda e é substituído pelo guitarrista James Stevenson do Generation X.
O ano de 1986 trouxe um contrato com a Beggar's Banquet e um grande sucesso popular para o grupo. ''Sweetest thing'' virou hit no Top75 da Inglaterra, e o álbum Discover (o qual inclui uma versão limitada do álbum ao vivo chamado Glad to Be Alive) atingiu a audiência esperada nos ''indie charts'' e também na radio universitária da América.
Chris Bell entrou na banda, depois do 5º baterista e o 4º álbum do Gene Loves Jezebel, chamado ''The House of Dolls'', foi lançado em 1987, quando produziram também o single ''The Motion of Love'', que foi muito bem de audiência nos Estados Unidos. The Astons mudaram sua atenção para dançar com o single ''Heartach'', mas Michael decidiu deixar a banda na metade de 1989.
No início de 1992, Michael Aston estava trabalhando com uma nova banda chamada Immigrants. Dois anos depois ele reformulou a banda com Edith Grove e lançou um álbum auto-intitulado. Michael e Jay começaram a trabalhar juntos no mesmo ano, e mais tarde gravaram duas músicas com Stevenson, Bell e Rizzo para GLJ best-of Compilation, lançado em setembro de 1995.
Enquanto Jay fazia ocasionais shows acústicos em seu próprio nome, Michael tocou com os membros de Scenic e lançou um álbum solo, Why Me, Why This, Why Now, em 1995. Gene Loves Jezebel retornou em 1998 para o sétimo disco, lançado em 1999 pela Robinson Records. Seguido o mesmo ano com Love Lies Bleeding e Live in Voodoo City. E no começo de 2001 ''Ghost''. No repertório do show de hoje, a banda passeia pelos seus maiores sucessos.
Serviço: Show Gene Loves Gezebel no Moinho São Roque (Des. Westphalen, 4000). Nesta sexta-feira, às 23 horas (abertura da casa, às 21h30). Ingressos a R$ 25,00. Informações pelo telefone (0xx41)- 333-3964

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