SÃO PAULO - O testamento de Gene Hackman foi divulgado nesta sexta-feira (14) e, segundo o jornal britânico Daily Mail, o ator deixou sua fortuna de US$ 80 milhões, ou R$ 459,3 milhões, para sua mulher Betsy Arakawa - encontrada morta junto do ator, em 26 de fevereiro.

Apesar de Hackman ter três filhos, Arakawa é a única herdeira do ator desde 1995. Mas, de acordo com a lei do estado de Novo México, uma cláusula pode definir que o dinheiro vá para instituições beneficentes - o que sugere a possibilidade de uma disputa legal entre os herdeiros de sangue.

Os filhos de Hackman ainda podem receber uma parte da fortuna por serem herdeiros direitos vivos, como estipula a lei do estado.

Já Arakawa deixa grande parte de seus bens a Hackman. Mas se houver morte simultânea - ou seja, se ambos morrerem dentro de 90 dias um do outro- o testamento estipula que os bens vão para a caridade.

Os corpos de Hackman, de 95 anos, e Arakawa, de 65, foram encontrados sem vida no dia 26 de fevereiro em sua casa no Novo México, no sudoeste dos Estados Unidos. O vencedor do Oscar foi encontrado em um quarto, enquanto a esposa estava no banheiro, cercada por comprimidos.

As autoridades apontaram que Arakawa morreu de hantavírus, enquanto o ator morreu de uma doença cardiovascular uma semana depois. Hackman tinha Alzheimer avançado, motivo pelo qual a polícia acredita não ter sido acionada.

Um dos três cães do casal também foi encontrado morto quando as autoridades entraram na residência, alertadas por uma ligação telefônica.

Heather Jarrell, médica legista do Novo México, explicou que não foi possível determinar a hora exata dos falecimentos, ambos por causas naturais, mas tudo indica que Arakawa faleceu em 11 de fevereiro e Hackman no dia 18.

Passou-se pouco mais de uma semana até que ambos fossem encontrados.

A causa da morte do ator foi "hipertensão e doença cardiovascular aterosclerótica, com a doença de Alzheimer como fator contribuinte significativo", detalhou Jarrell em uma coletiva de imprensa.

O marcapasso de Hackman registrou atividade cardíaca pela última vez em 18 de fevereiro, o que leva as autoridades a estimar essa como a data de sua morte.

Os exames realizados "não mostraram sinais de traumatismo interno ou externo", acrescentou a médica forense.

No entanto, foi constatada "uma cardiopatia grave, incluindo múltiplas intervenções cirúrgicas que afetaram o coração, evidências de infartos anteriores e alterações graves nos rins devido à hipertensão arterial crônica", explicou.

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