Rabiscos espontâneos, feitos pelo artista plástico gaúcho Luciano Colossi, resultam em quadros coloridos e alegres. O processo criativo lembra uma psicografia. Oito telas assinadas por ele poderão ser vistas a partir de hoje, no Café Curaçao.
Ele conta que, no início, os seus rabiscos eram traços caóticos. Com o tempo, eles foram tomando formas mais refinadas e expressivas, sem deixar de serem abstratos. Com direito a inúmeras interpretações, seus grafismos já lembraram estruturas nervosas e esqueletos. Hoje, ganharam cores e vida, saindo do papel para as telas.
Utilizando a técnica de plotagem de arte digital sobre glossy paper, cada obra tem como matriz o desenho e a pintura em papel. Seus trabalhos, expostos no Café Curaçao, têm dimensões de 70 por 90 centímetros.
A digitalização das obras começou em 1996. Foi aí que os trabalhos ganharam um tom futurístico. A computação gráfica abriu para o artista novas e ilimitadas possibilidades de acabamento. Entre as descobertas que fez, estão as manchas provocadas pela mistura das cores no movimento do pincel sobre a tela e os grafismos, considerados pelo artista como ‘‘explosões psicográficas’’.
Na exposição, Colossi mostrará a união de dois mundos, duas linguagens e duas formas de expressão: a plástica e a digital, fazendo uma ponte desta fusão com a psicologia. O artista considera que seu processo criativo segue uma lógica ilusionística e é orientado esteticamente por duas motivações básicas: impulso espontâneo e psicoprojetivo.
‘‘O principal objetivo do meu trabalho é despertar novas formas de expressão das artes, abrindo a consciência do observador’’, revela o artista.

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