Se volume de público for sinal de sucesso, então com a estreia do evento Gastronomix e a realização de mais um Risorama os organizadores têm a comemorar. O mesmo não pode ser dito das festas que aconteceram durante o Festival de Curitiba.
O Gastronomix mudou o formato para tornar-se um evento gastronômico mais intimista, com propostas sonora e visual diferenciadas, em um clube - para atender e receber mais gente. Apesar da boa ideia, no entanto, o resultado não foi dos melhores: o evento não estava preparado para o número de pessoas que foi prestigiar pratos requintados e chefs famosos (a exemplo de Flávia Quaresma). Assim, muita gente que foi para comer enfrentou bastante fila e pôde mesmo apenas provar algumas sugestões. Tanto no sábado quanto no domingo.
Já o Risorama, como vem fazendo há cinco anos, repetiu uma vez mais o sucesso ao apostar em um ambiente despretensioso e com o humor rápido de pequenos quadros de stand-up comedy. O público se divertiu muito com Hélio Barbosa, Fábio Lins, entre outros. Diogo Portugal, irregular, é notadamente melhor produtor que humorista. Conseguiu chamar ainda mais a atenção provocando a memória afetiva da audiência ao trazer Sérgio Mallandro, com um espetáculo curioso e oportunista.
As festas não conseguiram alcançar o que seria o ambiente ideal para a confraternização entre público local, visitantes e classe artística. A programação abriu morna com Clube do Balanço e Farofa Carioca; tentou abduzir com um nome forte do meio cênico ao trazer Wagner Moura e sua banda; fechou com pouca gente na presença de Copacabana Club, Vanguart e Database. A distância do Cietep do centro da cidade, que também oferecia ampla programação, e os valores dos ingressos (que chegaram a ser anunciados por R$ 100 e R$ 50) afastaram um pouco os interessados.(C.Y.)

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