Gastronomia é uma atração à parte
Rio Negro - Um dos grandes trunfos do cruzeiro Grand Amazon é, de longe, a gastronomia. Os pratos servidos no restaurante Kuarup chegam a ser uma atração à parte. Tanto que, depois de caminhar na selva ou de excursionar em lancha, a pergunta mais ouvida entre os turistas é: ''E hoje, qual será a boa surpresa?''. Uma indagação pertinente tanto no almoço quanto no jantar.
A resposta sai das caçarolas comandadas pelo chef Zigor Sojo, um basco de 30 anos. Ele trabalha inspirado na nouvelle cuisine e acrescenta toques típicos da terra. Um suculento exemplo é o tucunaré ao molho de ervas finas, feliz combinação entre um peixe amazônico e ingredientes mediterrâneos. Outra sugestão imperdível, servida na última noite a bordo, é o mar e terra: o prato leva filé mignon ao molho espanhol (à base de vinho tinto e legumes) com cogumelos e filé de lagosta.
O confeiteiro Charles Costa, de 29 anos, se esmera no preparo das sobremesas. ''Procuro ser criativo e caprichoso na montagem do prato'', diz o amazonense de Itacoatiara, cidade próxima de Manaus. Uma de suas obras-primas é a torta de banana com kiwi e caramelo.
No balcão dos bares. Sebastião Ricardo e Stenenson são os responsáveis por não deixar ninguém de fora da festa de coquetéis tropicais que a dupla prepara. A grata surpresa é a ''caipuaçu'': a boa e velha receita do mais brasileiro dos coquetéis feita com o cupuaçu fruta que é considerada uma das grandes estrelas da floresta. (F.V./AE)





