O popular hambúrguer ganha novo status e vai integrar o cardápio chique do bar e restaurante Ritz, de São Paulo, a partir de 25 de julho. Geralmente encontrado nos serviços de lanches rápidos, o bifinho de carne moída nunca saiu de moda desde que foi criado em Hamburgo, na Alemanha, no século 19, para ganhar o mundo. Mas a história do hambúrguer é ainda mais antiga. Dizem que os tártaros maceravam a carne sob as selas dos cavalos em suas viagens e conquistas. Mais tarde, o bolinho de carne ''moída'' foi colocado no fogo e nascia assim o ancestral do hambúrguer que conhecemos hoje. Outra versão diz que foram os turcos os criadores da especialidade, a partir também dos bolinhos de carne de carneiro. Seja como for, o hambúrguer virou sucesso e um símbolo também da cozinha norte-americana a partir do início do século 20. Como iguaria, ele chegou ao Brasil nos anos 50 e desembarcou no Rio através da lanchonete Bob's para depois ganhar endereços consagrados também em São Paulo, onde é consumido desde os anos 70 no Hamburguinho, local frequentado até por celebridades que não abrem mão de sua porção de carne que recheia pães acompanhado de alface, tomate, queijo derretido, picles e o que mais couber na imaginação dos cozinheiros e na barriga dos consumidores. Na lanchonete, o hambúguer é preparado de maneira muito simples. Trata-se de coxão ou patinho moídos duas vezes com pouca gordura e temperados apenas com sal, apresentando novos sabores a partir das parcerias que ganham nos sanduíches.
Mas há receitas mais sofisticadas, feitas com carne de vitelo ou carneiro, acompanhada de funghi ou curry. O que ele não perde nunca é o status de bife que correu o mundo, tornando-se um dos pratos mais populares do planeta. Na China ou na Patagônia pode ser consumido conforme o gosto do freguês, ganhando aqui e ali algumas variações mas sempre preservando o conceito de comida universal, como a pipoca ou a pizza.

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