É raro encontrar algum brasileiro que não goste de churrasco. Seja pela fartura de carnes que produzimos – o rebanho de bovinos no Brasil ultrapassa o número de habitantes – ou pela facilidade do preparo, o churrasco virou sinônimo de refeição festiva e, principalmente, de família reunida. Toda família que se preze tem um bom churrasqueiro de plantão, função normalmente ocupada pelos pais, o que às vezes passa de geração a geração. E neste Dia dos Pais, muitas famílias deverão comemorar com um bom churrasco preparado em casa ou em alguma churrascaria – para dar uma folguinha para os churrasqueiros que moram no coração.
Na Costelaria Jardim a expectativa é grande nesta época do ano. Um dos cortes mais pedidos é a tradicional costela assada, que é vendida em fatias e por quilo. Temperada apenas com sal grosso e assada por cerca de seis horas sem a utilização de papel celofane ou laminado, a costela preparada por eles busca preservar o sabor original da carne e manter as fibras da carne no ponto certo. "É uma escolha pessoal manter esse modo de preparo, acho que assim temos um resultado final melhor. No começo, o pessoal estranhou um pouco, porque em Londrina a costela assada 'cozida' é mais comum", comenta o proprietário Jamil Rassi.
Os primeiros passos como churrasqueiro de final de semana foram ensinados pelo seu pai, mas hoje ele admite que "o discípulo superou o mestre". "O meu pai é do sistema antigo e não dá muito o braço a torcer, mas o meu churrasco é melhor", brinca Rassi, que após trabalhar durante anos em São Paulo na área de informática decidiu voltar para Londrina e transformar em negócio o seu hobby favorito.
Hoje ele afirma que além das carnes selecionadas – no seu estabelecimento ele também utiliza cortes de angus, valorizado pela carne marmorizada -, o principal "segredo" de um bom churrasco é o fogo aliado à paciência. "Não adianta ter pressa. É preciso acordar cedo, preparar a carne, acender o fogo, e cuidar o tempo todo da temperatura. Não dá para descuidar, até porque não se deve deixar a formação de labaredas, que podem queimar a carne, que deve ser assada pelo calor da brasa. E aqui na churrascaria também utilizamos um pouco de lenha, o que deixa a carne mais saborosa", explica Rassi, lembrando que o pastel de costela com catupiry também rende elogios entre os clientes.
Além dos cortes tradicionais, a Costelaria Jardim também serve o filé de brontossauro – corte que em um mesmo pedaço reúne alcatra, maminha, picanha e filé mignon. Também fazem sucesso o entrecôte de angus (parte mais macia do contra filé) e o assado de tira (costela de ripa cortada bem fininha, temperada com sal grosso com alecrim, orégano e salsinha desidratada). "Acho as carnes com osso mais saborosas e realmente fazer churrasco é uma das atividades que mais gosto de fazer. Tem coisa mais gostosa do que reunir durante o dia inteiro a família e os amigos para um bom churrasco?", desafia Rassi.

DICAS:
Segundo Jamil Rassi, o melhor jeito de preparar costela é com sal grosso, que não utiliza em excesso e espalha bem. "Tem gente que gosta de colocar bastante sal grosso e bater no final, mas eu acho que isso interfere no sabor", opina. Ele também prefere tombar a carne apenas duas vezes e verificar com o garfo se a carne já está com a maciez ideal para ser virada. Ele lembra que o fogo é fundamental e que é necessário esperar a formação do braseiro: labaredas altas não combinam com um bom churrasco.

Serviço:
Costelaria Jardim – R. Japão, 28. Tel. (43) 3037-8700.
Cabaña Ganadera – R. Aminthas de Barros, 466. Tel. (43) 3341-2100.

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