GASTRONOMIA - O velho e bom churrasco
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quinta-feira, 08 de agosto de 2013
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
É raro encontrar algum brasileiro que não goste de churrasco. Seja pela fartura de carnes que produzimos o rebanho de bovinos no Brasil ultrapassa o número de habitantes ou pela facilidade do preparo, o churrasco virou sinônimo de refeição festiva e, principalmente, de família reunida. Toda família que se preze tem um bom churrasqueiro de plantão, função normalmente ocupada pelos pais, o que às vezes passa de geração a geração. E neste Dia dos Pais, muitas famílias deverão comemorar com um bom churrasco preparado em casa ou em alguma churrascaria para dar uma folguinha para os churrasqueiros que moram no coração.
Na Costelaria Jardim a expectativa é grande nesta época do ano. Um dos cortes mais pedidos é a tradicional costela assada, que é vendida em fatias e por quilo. Temperada apenas com sal grosso e assada por cerca de seis horas sem a utilização de papel celofane ou laminado, a costela preparada por eles busca preservar o sabor original da carne e manter as fibras da carne no ponto certo. "É uma escolha pessoal manter esse modo de preparo, acho que assim temos um resultado final melhor. No começo, o pessoal estranhou um pouco, porque em Londrina a costela assada 'cozida' é mais comum", comenta o proprietário Jamil Rassi.
Os primeiros passos como churrasqueiro de final de semana foram ensinados pelo seu pai, mas hoje ele admite que "o discípulo superou o mestre". "O meu pai é do sistema antigo e não dá muito o braço a torcer, mas o meu churrasco é melhor", brinca Rassi, que após trabalhar durante anos em São Paulo na área de informática decidiu voltar para Londrina e transformar em negócio o seu hobby favorito.
Hoje ele afirma que além das carnes selecionadas no seu estabelecimento ele também utiliza cortes de angus, valorizado pela carne marmorizada -, o principal "segredo" de um bom churrasco é o fogo aliado à paciência. "Não adianta ter pressa. É preciso acordar cedo, preparar a carne, acender o fogo, e cuidar o tempo todo da temperatura. Não dá para descuidar, até porque não se deve deixar a formação de labaredas, que podem queimar a carne, que deve ser assada pelo calor da brasa. E aqui na churrascaria também utilizamos um pouco de lenha, o que deixa a carne mais saborosa", explica Rassi, lembrando que o pastel de costela com catupiry também rende elogios entre os clientes.
Além dos cortes tradicionais, a Costelaria Jardim também serve o filé de brontossauro corte que em um mesmo pedaço reúne alcatra, maminha, picanha e filé mignon. Também fazem sucesso o entrecôte de angus (parte mais macia do contra filé) e o assado de tira (costela de ripa cortada bem fininha, temperada com sal grosso com alecrim, orégano e salsinha desidratada). "Acho as carnes com osso mais saborosas e realmente fazer churrasco é uma das atividades que mais gosto de fazer. Tem coisa mais gostosa do que reunir durante o dia inteiro a família e os amigos para um bom churrasco?", desafia Rassi.
DICAS:
Segundo Jamil Rassi, o melhor jeito de preparar costela é com sal grosso, que não utiliza em excesso e espalha bem. "Tem gente que gosta de colocar bastante sal grosso e bater no final, mas eu acho que isso interfere no sabor", opina. Ele também prefere tombar a carne apenas duas vezes e verificar com o garfo se a carne já está com a maciez ideal para ser virada. Ele lembra que o fogo é fundamental e que é necessário esperar a formação do braseiro: labaredas altas não combinam com um bom churrasco.
Serviço:
Costelaria Jardim R. Japão, 28. Tel. (43) 3037-8700.
Cabaña Ganadera R. Aminthas de Barros, 466. Tel. (43) 3341-2100.
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