GASTRONOMIA - Gostinho de feira
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quarta-feira, 14 de abril de 2004
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
Simplesmente não dá para resistir. As delícias gastronômicas da Exposição são tantas que nos obrigam a voltar mais vezes no evento para não cometer o pecado da gula num dia só. E desde a entrada já somos envolvidos pelo cheiro das guloseimas expostas nas tradicionais barraquinhas que circundam os corredores da feira.
Tem até o caso de pessoas que não conseguem ir à Exposição sem comer quebra-queixo; outros adoram o cachorro-quente, muitas vezes incrementado com linguiça calabresa e pernil defumado. Tem também os churros, os krepes suíços, o algodão-doce, a maçã do amor, a pipoca, o churrasquinho e as mais diversas porções que podem ser degustadas. Para quem prefere uma refeição completa, a feira também tem à disposição diversos restaurantes. Não dá para explicar muito bem, mas tudo fica mais gostoso naquele clima de festa rural.
O período da feira é curto: já no dia 18 a 44 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina se despede e fica a expectativa para o próximo ano. Então, é aproveitar tudo de bom que o evento oferece.
Para o doceiro conhecido como ''Seo Zé'' a feira é uma grande oportunidade para adoçar a vida de seus clientes e ganhar dinheiro. Nascido em Juazeiro do Norte (CE), lá na terra do Padre Cícero, seo Zé conta que aprendeu a fazer doce na barriga da mãe, que fazia as embalagens que o pai doceiro utilizava para colocar as delícias que preparava. ''Aos sete anos já comecei a lidar com os tachos de doces'', lembra ele que fica feliz por não ter diabetes. Seo Zé ainda gosta de fazer os mais variados quitutes, mas esconjura a tal da goiabada no tacho. ''Pula mais do que não sei o quê...'', brinca, e também não é muito amigo da cocada com maracujá: ''É difícil dar o ponto'', explica.
Desde 1962 ele mora em São Paulo e frequentemente é convidado para fazer os doces da empresa Minas Bahia Doces Caseiros que há mais de 20 anos percorre o Brasil inteiro em exposições agropecuárias e vende seus produtos em Londrina há seis anos.
Seo Zé comenta que o segredo do doce é o ponto. Na cocada branca, uma de suas especialidades, ele é um craque que modela a porção segurando dois garfos. Em um enorme tacho, chega a utilizar 100 cocos que rendem em média 700 cocadas. Por dia, aproximadamente, são vendidos na feira 1.500 doces. As medidas são tão grandes que fica difícil simplificar para uma versão caseira. Para não deixar os leitores desapontados, daremos a receita dos famosos ''coquinhos'', outra delícia da Expô que também dá água na boca. Tome nota e não deixe de fazer.
Coquinho
Ingredientes
- 1 coco fresco cortado em cubinhos
- a metade da quantidade de coco de açúcar refinado
- 1 copo americano de água
Modo de fazer
Coloque tudo em uma panela, leve ao fogo e vá mexendo até o açúcar tomar aparência de açúcar cristal. Quando isso acontecer, continue mexendo até dar o ponto de caramelo (leva aproximadamente meia hora para o doce ficar pronto). Depois disso, é só esperar esfriar. Na Exposição, um copo pequeno de coquinho custa R$ 2,00.
Serviço:
A 44 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina termina dia 18 (domingo). Os ingressos custam R$ 10,00 (estudantes pagam meia-entrada, apresentando carteirinha e documento de identificação; idosos acima de 65 anos têm entrada franca). Na parte da manhã, a feira recebe gratuitamente visitas pré-agendadas de escolas.


