GASTRONOMIA - Feijoada: uma aula de História
A origem da feijoada ainda é controversa. Tornou-se de conhecimento popular que é o prato mais tipicamente brasileiro cuja receita veio dos escravos africanos, que uniam os ingredientes somente a eles destinados: o feijão e os restos da carne de porco que sobravam das refeições dos senhores da casa-grande.
Porém, o historiador Rodrigo Elias, mestre em História Moderna e Contemporânea pela Universidade Federal Fluminense, lança em seu artigo Feijoada: breve história de uma instituição comestível uma outra hipótese. A feijoada pode ter origem europeia, de um prato tradicional por lá feito com uma mistura de carnes, legumes e verduras. No Brasil, era consumida pela elite urbana, em restaurantes, e não pelos escravos, nas senzalas.
O feijão-preto era consumido tanto por indígenas - que o chamavam de comanda, comaná ou cumaná - quanto por africanos. Junto com a farinha de mandioca (muito consumida pelos indígenas), o feijão comandava o cardápio do Brasil antigo.
Claro que não podemos tirar dos brasileiros o mérito pelo prato. Afinal, o ingrendiente principal, o feijão preto, usado na feijoada tradicional, tem origem sul-americana. E aqui, como diz Elias, a leguminosa era onipresente. Além disso, a receita inicial pode ter sido inspirada em pratos portugueses, mas é incrementada todos os dias pela criatividade brasileira.
● era a casa do senhorio nas grandes propriedades rurais do Brasil colonial. Além disso, tal nome também é utilizado para designar o centro da forma de vida patriarcal do sistema colonial no Brasil
● um grande alojamento que se destinava à moradia dos escravos dos engenhos e das fazendas no Brasil. A origem da palavra é africana, valendo o mesmo que morada ou habitação. Sempre na frente desta casa existia um grande tronco com uma corda para surrar escravos, chamado de pelourinho





