GASTRONOMIA - Cozinhando para os Reis Magos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de janeiro de 2004
Maria de Los Angeles<br> Especial para a Folha2 
Não querendo ser polêmica, devo confessar que neste Natal fiquei meio desconfiada do Papai Noel. Que cultura colonialista nos terá feito aceitar assim, sem mais nem menos, a nós brasileiros, um arquétipo tão avesso à nossa natureza e tipo de vida? Que santo é esse que vem de tão longe, vestido como estrangeiro? O dia de Reis passa tão despercebido que tenho que concluir: O gringo Noel roubou a cena de maneira tão irreverente que as coisas chegam a perder por completo seu significado. Mas, no meu coração de criança (minhas ancestrais, no além, se regozijam com isso) nunca deixaram de reinar ''los Reyeis Magos''. E a cena que realmente importa neste folclore todo, é a que o presépio reproduz. Nesse momento mítico, místico e mágico o que teriam comido? Maria teria feito um jantar para os viajantes ou eles tinham provisões, além dos presentes cheirosos que trouxeram mirra, incenso, ouro? Bem, se for para escolher, prefiro então a ''lenda'' dos Reis Magos que nos ensina o paraíso na Terra, num momento cheio de Luz, harmonia, vida. A vinda de uma criança muito especial. Sem dúvida eles devem ter comemorado frugalmente, porém com abundância de coisas boas para comer e beber.
Refresco para receber Melquior, Baltazar e Gaspar
(para 1 litro)
1 xícara de chá de damascos desidratados, porém macios e polpudos
5 colheres de sopa de açúcar mascavo ou mel (o açúcar é opcional, vai do gosto de cada um)
4 copos de leite bem gelado
4 gotas de baunilha
Bata todos os ingredientes no liquidificador durante 1 minuto e meio. Sirva imediatamente. Esta bebida fica ótima também com pêssegos frescos e agora é época. Um brinde refrescante aos Magos de qualquer tempo!
Maria de Los Angeles é chef do restaurante Paella Como Te Gusta e colaboradora da Folha


