Estenda um grande um tapete vermelho da sua cozinha até a sala de televisão. Neste fim de semana cheio de glamour, nada melhor do que acompanhar a esperada premiação do Oscar - transmitida ao vivo na noite deste domingo - degustando pratos que também são estrelas na tela grande.
Esqueça os amendoins e os salgadinhos! Para aperitivar sua noite cinematográfica, que tal, por exemplo, arriscar fazer uma deliciosa porção de ratatouille, acompanhada de pão, torradas e azeite? ''Na verdade, nós só começamos a fazer esta opção no almoço depois do sucesso do filme. As pessoas assistiam à animação, lembravam do nome e queriam experimentar'', afirma Ednilson Isidoro, proprietário do restaurante Villidoro, self-service que costuma ter no cardápio a especialidade do simpático ratinho.
Indicado a cinco categorias do Oscar em 2007 (e premiado como ''Melhor Animação'') o longa ''Ratatouille'' tirou definitivamente o prato do anonimato, fazendo renascer no mundo todo o apetite por uma das mais tradicionais - e simples - receitas da culinária francesa. ''Por causa de Hollywood, quem nunca experimentou a receita imagina que ela faz parte de uma gastronomia cheia de glamour. Na verdade, esse é um prato de legumes muito básico, rústico, mas também muito saboroso'', descreve.
Adaptada pela chef Nelcy Correia - que seguiu passo-a-passo a receita original da animação - a mistura bem temperada das rodelas de abobrinha, tomate e berinjela compõe uma agradável surpresa para o paladar. ''Acho que a moral da história do filme é essa mesmo: a culinária não precisa ser difícil. Qualquer um pode cozinhar coisas deliciosas'', reflete Ednilson.
Para sobremesa, buscamos inspiração nas deliciosas gargalhadas proporcionadas pela comédia argentina ''O Filho da Noiva'' (indicada ao Oscar de ''Melhor Filme Estrangeiro'' em 2001). No longa, o estressado dono de restaurante Rafael Belvedere só consegue encontrar conforto na vida quando prova as colheradas de um 'verdadeiro' tiramis—. ''Meu Deus, isso é mascarpone! Isso é demais'', exclama o protagonista. ''Muitos restaurantes usam, para economizar nos custos, o chamado 'queijo de mascarpone', que é uma cópia amanteigada do ingrediente. O sabor do mascarpone original não tem comparação!'', explica o chef italiano Alessandro Saba, proprietário do Ristorante Vittorio Emanuele II.
Revelando uma saborosa experiência, cada colherada no doce harmoniza perfeitamente o toque de café italiano com o sabor açucarado da bolacha champagne e a suavidade cremosa do mascarpone. ''A cozinha italiana é feita de todos os sentidos: primeiro, olhe. Depois, cheire. Depois, experimente. É uma delícia!'', discursa o chef, animado.
Nascido na região da Sardenha, Saba orgulha-se de seguir apenas receitas originais da Itália. ''Uma receita é como um filme: todo prato tem o ingrediente que é a estrela, acompanhado de coadjuvantes'', compara Alessandro, indicando o mascarpone ao Oscar de melhor ator em um bom tiramis—.

Serviço:
- Restaurante Villidoro - Av. Higienópolis, 346
- Ristorante Vittorio Emanuele II - Av. Higienópolis, 436

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