De origem árabe - e mundialmente conhecido -, o shawarma desde julho pode ser encontrado em duas lojas da cidade. Considerado um famoso fast-food em todo o Oriente Médio e Rússia, tem a vantagem de ser um prato mais saudável por ser feito com pão sírio bem fininho (lembra os usados para fazer wrap), lascas de carne temperada com especiarias e assada em espetos verticais (elétricos ou a gás), salada (alface, tomate, cebolas e picles) e um molho especial que pode levar alho, tahine (molho de gergilim) e especiarias árabes, sem adição de queijo. Feito na hora, o lanche é enrolado e envolto em um papel do tipo manteiga que permite uma degustação rápida do saboroso e nutritivo sanduíche, que tranquilamente substitui uma refeição.
Há quem diga que antes de se popularizar o hábito de comer carne assada (normalmente de cordeiro) com pão sírio já era apreciado por reis orientais; há também dados que indicam que a praticidade do prato, já em versão grelhada, favoreceu a dieta alimentar dos soldados em campanha durante o império turco-otomano. Como a Grécia esteve sob o seu domínio entre os séculos 15 e 19, não se sabe ao certo qual povo foi o inventor desse prato.
Muito popular em São Paulo e Foz do Iguaçu, primeira e segunda maiores comunidades árabes no Brasil, respectivamente, o lanche ainda mantém uma fama ''meio marginal'', já que pode ser encontrado sendo vendido nas ruas brasileiras e do mundo afora a preços módicos. Em Londrina, porém, a intenção é de mudar essa ideia, proporcionando às pessoas a oportunidade de saborear a iguaria em versões caprichadas - com carnes mais nobres - e ambientes mais confortáveis.
Com receitas similares na forma de preparo e na montagem dos sanduíches, com variações de temperos e molhos, o lanche foi ganhando denominações diferentes ao conquistar apreciadores em diferentes países: kebab (de origem turca), shawarma (de origem árabe) e gyros (de origem grega), este bastante popular nos Estados Unidos. No Brasil, o sanduíche ainda ganhou um nova releitura, apelidado como ''churrasquinho grego ou turco'', servido em pão francês acompanhado com vinagrete.
Natural de Foz do Iguaçu, o chef de cozinha Marcelo Furuti conta que cresceu apreciando as culinárias japonesa e árabe. Contando com as orientações gastronômicas tradicionais da sogra, de origem libanesa, apostou na novidade aqui em Londrina, abrindo em julho a lancheria árabe Shalalat (que em árabe significa 'Cataratas', uma homenagem à sua cidade).
''Procuramos manter o padrão tradicional do sanduíche, que é uma versão bem mais saudável de lanche. Estamos tendo uma boa aceitação e quem experimenta não se decepciona'', afirma Furuti.
As carnes normalmente são temperadas com tahine, pimenta síria (composta de sete tipos de pimentas) e ervas aromáticas - como alecrim, salsinha e hortelã - que garantem um sabor especial.
Na sua loja o sanduíche pode ser servido recheado com falafel (bolinho frito de grão-de-bico, favas e especiarias); há também porções de coalhada seca, homus e falafel. Como sobremesa, há deliciosas frutas glaciadas - como maçã, pera, ameixa, damasco e figo - e raha (a tradicional goma árabe aromatizada).
Em Londrina, o shawarma também pode ser degustado no Yalla Yalla ('vamos, vamos', em árabe), loja mais caracterizada como fast-food. ''Nos países árabes, esse lanche é similar ao nosso cachorro-quente, podendo ser encontrado em qualquer lugar'', comenta o gerente comercial André Hiroshi. Para agradar o paladar brasileiro, Hiroshi conta que os temperos foram levemente reduzidos. ''Mas mantemos o hábito de deixar a carne marinando, durante 24 horas, antes de utilizá-la, em um molho que leva vinagre, cebola, alho, cominho, sal e especiarias árabes'', acrescenta.
Em uma ilha envidraçada, o cliente pode acompanhar todo o processo de montagem do shawarma. ''Foi uma forma de proporcionarmos ao cliente mais segurança quanto ao modo de preparo do prato'', avalia Hiroshi.
O shawarma de frango, que é bem suculento, é recheado com picles, batata frita, alface e creme de alho. Há também as versões de carne, misto (carne e frango) e vegetariano (com falafel); a casa ainda comercializa esfirras fechadas de carne e queijo - com massa leve e recheio saboroso.
As duas lojas prepararam versões adaptadas das receitas, já que dificilmente alguém terá em casa uma máquina de fazer shawarma. Vale a dica que vários ingredientes - como pão sírio tradicional e especiarias - podem ser encontrados no Zaki Sabor Árabe.
Serviço
Shalalat Lancheria Árabe – R. Pará, 690 - lj. 2. Tel. (43) 3037-5587. Seg. a sex. das 11h às 19h e sábado das 10h30 às 14h.
Yalla Yalla – Av. Higienópolis, 1.575. Tel. (43) 3324-6400. Diariamente das 17h à 1h.
Zaki Sabor Árabe – Av. Aminthas de Barros, 399. Tel. (43) 3324-3399. Seg. a sex. das 10h às 20h e aos sábados das 10h às 18h.

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