Gastando os pneus na terra de Tio Sam
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segunda-feira, 03 de fevereiro de 1997
Iara Lessa 
fotos: Carlos TrindadeEstrada entre Fresno e Carmel, na Califórnia: último trecho do roteiro.
Percorrer cerca de nove mil quilômetros de carro em 24 dias. Conhecer lugares como Boca Raton, na Flórida, Fort Morgan e Orange Bech, no Alabama, New Orleans, em Lousiana; Houston; Dallas e San Antonio, no Texas; Phoenix, Flagstaff e o Grand Cannyon, no Arizona; Las Vegas, em Nevada, chegando a Los Angeles, Carmel, Monterey e San Francisco, na Cafilórnia. Um roteiro de aventuras e cenários maravilhosos. Essa é a viagem que a Folha Turismo mostra pra você. O roteiro, percorrido por Carlos e Marluce Trindade, é deixar os mais pacatos com comichão nos pés.
O casal viajou durante todo o mês de dezembro, baixa temporada na maioria dos lugares. Início de inverno, época ideal para o roteiro escolhido já que, além dos preços bem mais acessíveis, boa parte dos lugares está cravada em pleno deserto.
As plantations são hospedarias em antigas fazendas de algodão, que servem um café da manhã farto e típico da época de 1800.
A epopéia começa em Boca Raton, a cerca de 60 quilômetros de Miami, lugar chique da Flórida, ótimo para compras. De Miami, para cruzar os Estados Unidos rumo Leste-Oeste através da rodovia 10, é preciso pegar a rodovia 75. Nessa rodovia é possível ver enormes crocodilos nas margens da estrada. Mas não se preocupe: as pistas são cercadas e ninguém vai virar almoço de réptil.
Depois de deixar a Flórida o destino é Fort Morgan, no Alabama. Cidade famosa pelos testes nucleares realizados na década de 60. Em Fort Morgan está uma das bases militares mais conhecidas dos Estados Unidos. Deixando Fort Morgan de lado o destino é Orange Beach, uma linda praia de areias finas, algo bastante incomum no litoral norte-americano. Outra dica: nesta época do ano é possível alugar uma casa grande, bem perto da praia por cerca de US$ 700 por mês. Um achado se comparado aos nossos preços.
Às margens da
rodovia 75 há
crocodilos enormes,
mas não há risco
para os viajantes
porque as pistas
são cercadas.
Mundo de sons O carro segue rumo a New Orleans, em Lousiana. Cidade charmosa, de sons, cheiros, sabores, com construções no estilo vitoriano. New Orleans é uma festa. O rádio toca um blues sentido enquanto os pneus seguem rumo a French Quarter, na região central de N.O., e sua arquitetura francesa datada de 1830. Lugares como Borbon Street, rua repleta de atrações e hotéis típicos do século 18. Destaque para os Courtyards, lindos jardins internos com piscinas, típicos na região.
Na French Quarter os sabores estão por todo lado. Especialistas acreditam que depois de New York e San Francisco, French Quarter é um dos lugares onde há mais restaurantes da América. As chamadas creole e cajun food, são receitas que vem recebendo influências étnicas há mais de 270 anos. Destaque para os deliciosos Po-Boys (sanduíche de lagosta) e Jambalaia (uma mistura de arroz, linguiça, camarão, crawfish), mas cuidado: esses pratos costumam ser muito apimentados. A comida, embora em porções menos generosas que por aqui, um casal gasta cerca de US$ 80 para jantar.
Outro característica interessante na terra do Dixieland Jazz são as plantations, hospedarias em antigas fazendas de plantação de algodão. Essas hospedarias, muito rústicas, geralmente servem um café da manhã farto e típico da época de 1800. Muita caloria para ser queimada. A mais famosa é Tezcuco Plantation. Com o café da manhã incluído na hospedagem, a diária de um casal varia entre US$ 50 e US$ 200.


