Fernando Miragaya
TV Press
Nem deslumbre com a Globo, nem insatisfação com o SBT. Serginho Groisman garante que a possibilidade de crescer como apresentador e diretor foi a principal motivação para sair da emissora de Sílvio Santos, onde comandou o ‘‘Programa Livre’’ por oito anos. Mesmo negando o fascínio que leva muitos artistas a irem para a Globo sem pensar duas vezes, o apresentador reconhece bem o poder da emissora de Roberto Marinho. ‘‘O que me motivou foi poder trabalhar na primeira emissora do país, que tem uma ótima estrutura’’, desmancha-se Serginho.
O apresentador cumpre o contrato com o SBT até o final, dia 31 de agosto. Até lá, Serginho continua com o bordão ‘‘Fala garoto!’’ no ‘‘Programa Livre’’, ao mesmo tempo em que desenvolve dois projetos para a Globo. Pelo contrato assinado com a Globo, com validade até 2002, Serginho também vai ter um programa de entrevistas em um canal por assinatura da Globosat, provavelmente o Multishow.
Depois de oito anos no SBT, o que motivou você a assinar contrato com a Globo?
O que me motivou foi a própria Globo e a possibilidade de enriquecer como apresentador e diretor. É a oportunidade de poder trabalhar na primeira emissora do país e formatar um programa de qualidade para ter uma resposta da audiência. Não tenho dúvida de que estou indo para uma emissora que tem objetivos bem definidos quanto a audiência. Não estou saindo por estar chateado com o SBT ou por estar deslumbrado com a Globo, mas porque recebi um convite que me cativou.
As negociações duraram quase três meses. Por que tanto tempo? Algum temor devido às últimas atitudes da Globo de tirar programas do ar?
A resolução é que demorou mais. Criei um vínculo com o SBT muito grande. Sempre tive liberdade e um clima de trabalho muito bom no SBT. Ainda surgiu oferta do Sílvio Santos para eu fazer um ‘‘talk-show’’ no horário do Jô. Isso também mexeu comigo. Seria o melhor horário que teria em oito anos. A proposta financeira do SBT também foi maior, mas vou encarar esta empreitada com prazer.
Liberdade foi algo que você sempre elogiou no SBT. Manter esta liberdade foi uma exigência no contrato com a Globo?
Não coloquei como exigência. Quando me chamaram para conversar ficou muito implícito esse meu modo de trabalhar. O fato de eu estar dirigindo já estabelece um laço de confiança muito grande. Sei que há estereótipos que se falam da Globo, tipo ‘‘colocar na geladeira’’, ‘‘não dar liberdade’’. Não vejo isso. Quando saí da Cultura e fui para o SBT, por exemplo, o recheio das especulações era o mesmo. Que o Sílvio interfere nos programas, que acaba com produções. Mas fiquei oito anos lá. Tenho certeza de que minha capacidade de realizar vai ser respeitada.
O formato do programa permanece o mesmo na Globo?
Na verdade existem duas propostas, mas elas não podem ser reveladas. Uma para um programa diário e outra para um semanal. Em cima das duas vamos trabalhar, desenvolver e ver qual é mais conveniente para colocar no ar. Há ainda o programa no Multishow e uma participação no ‘‘Projeto 500 Anos’’, na área de educação. Mas isso só posteriormente à entrada do programa no ar, que deve ser em janeiro do ano que vem.Serginho Groisman diz que a oportunidade de crescer como apresentador e diretor foi o que motivou sua transferência do SBT para a Globo
Arquivo FolhaSerginho Groisman:‘‘Não tenho dúvidas de que estou indo para uma emissora que tem objetivos bem definidos quanto a audiência’’

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