Gargalhadas à deriva
GARGALHADAS À DERIVA
Grupo espanhol Yllana estréia no festival com o espetáculo Glub Glub, uma verdadeira odisséia cômica
Telma Elorza
DivulgaçãoCena de Glub Glub: Nosso trabalho é baseado em muita improvisaçãoA 500 km de distância do oceano mais próximo, Londrina não tem uma tradição marítima. Mas um bando de marinheiros malucos não se importou nem um pouco com meros detalhes e preparara uma invasão - com barco e tudo - para esta noite. Nas táticas de guerra, o humor non sense e recheado de onomatopéias, música e mímica. Londrina não tem chance. Vai se render às gargalhadas.
Os invasores são o grupo espanhol Yllana, que estréia hoje, às 19 horas, no Teatro Zaqueu de Melo, o espetáculo Glub Glub na programação do Festival Internacional de Londrina (Filo). O espetáculo fica em cartaz até sábado.
O público que se prepare para ver quatro marinheiros - Antonio de la Fuente, Raul Pardo, Rámon Sáez e Fernando Gil - vivendo inúmeras aventuras, num barco à deriva. O espetáculo é uma odisséia cômica, uma série de sketches que tem aventuras marítimas como tema: eles brincam com praticamente tudo o que tem relação ao mar, inclusive amor, sexo, tubarões e paraísos tropicais.
Para contar as histórias, nenhuma palavra. Apenas mímica, gestos, música e cabrum, splash, tchibum, vrum e outras tantas onomatopéias. Neste espetáculo, nós optamos pela gestualidade para que possa ser possível compreendê-lo em qualquer parte do mundo. Se o Monty Python pode fazê-lo, nos também podemos - brinca Antonio De La Fuente. Glub Glub estreou em 95 e já rodou por vários países, incluindo Alemanha, França, Inglaterra, Cingapura e outros.
Glub Glub é apenas o segundo espetáculo na carreira do Yllana, formado há sete anos (o primeiro, MU, baseado em uma tourada, recebeu o prêmio de Melhor Comédia Estrangeira no Festival Internacional de Humor de Toulose, França, em 93, mas que mostra um apuro técnico invejável, baseado mais no talento histriônico do grupo que em cenários e adereços - bem poucos, na verdade.
Simpáticos e brincalhões, os quatro atores explicam que o humor do grupo é uma mistura das tradições humorísticas espanholas com o absurdo humor negro britânico. Nosso diretor e manager é britânico. E isto acaba influenciando, explica De La Fuente. Além disto, todos os integrantes são fãs de Buster Keaton, Chaplin e irmãos Marx. E, é claro, a maior referência da atualidade no non sense, o grupo inglês Monty Python. A gente só podia ser influenciado por estes mestres, completa o ator.
Glub Glub tem cerca de 70 minutos de duração. Mas, dependendo da reação da platéia, pode chegar a 90 minutos. Nosso trabalho é baseado em muita improvisação e o ritmo do espetáculo quem determina é o público. Se ele responde, vamos em frente, conta Fernando Gil.
E o público participa - mesmo que seja para atirar tomates na gente, diz De La Fuente - de uma forma bem direta: logo na entrada, cada espectador recebe uma bola de meia. Fazer o quê com aquilo? No final vão saber, garantem os atores, sem dar mais nenhuma pista para não estragar a surpresa.
Glub Glub - espetáculo com o grupo espanhol Yllana - de hoje a sábado, às 19 horas, no Teatro Zaqueu de Melo (Av. Rio de Janeiro, 113), em Londrina. Ingressos a R$ 10. Estudantes, idosos e funcionários da UEL têm 50% de desconto.





