ReproduçãoNada lembra a utilização do talher no cotidianoDivaldo Maciel e Leandro Catapam trabalham com design gráfico e resolveram criar cartazes nos moldes europeus, com dimensões bem maiores do que se produz no Brasil. Aproximando-se do gosto artístico que eles costumam ter, especialmente na Polônia e Alemanha, decidiram-se por uma série ‘‘antipublicitária’’. Decisão tomada, escolheram o garfo como tema.
A exposição que abre hoje no Bar Dromedário, em Curitiba, tem 14 cartazes medindo 85 cm x 1,30 m. Devidamente entronizado o garfo foi parar no título como ‘‘Objeto Extraído’’. Ou seja, neste caso específico ele perdeu sua função meramente doméstica, mais preso à cozinha e à refeição. Aqui a realidade é outra.
Por isso mesmo não tem alimentos, no papel de coadjuvantes, em nenhum dos 14 trabalhos. Desenhos, fotos, colagens foram as técnicas utilizadas para cantar o objeto extraído da função em que sempre foi visto.
Talvez o momento em que mais se aproxime do seu cotidiano seja no cartaz em que ele não aparece. Tem somente uma enorme boca - estaria o garfo tendendo a assumir a condição designada desde seu nascimento?
‘‘Objeto Extraído’’, exposição de 14 cartazes de Leandro Catapam e Divaldo Maciel. O garfo é o personagem principal. Abre hoje, às 20h, no Bar Dromedário. Rua Vicente Machado, 194, em Curitiba.

mockup