São Paulo - Bem, amigos da reportagem ! Voltamos, agora em definitivo, para curtir juntos, em todas as suas emoções, mais uma entrevista!! Haja coração! Hoje, nosso convidado é ninguém menos do que ele, Galvão Bueno! Que comenta, pela primeira vez, sua polêmica relação com a internet - são inúmeros sites, comunidades, vídeos e até games que, sempre às custas do locutor, fazem a alegria da web. É, amigo... é teste pra cardíaco!
Galvão começa a entrevista, como ele mesmo costuma dizer, estudando o ''adversário'', e tenta mostrar boa vontade com o mundo digital. Conta que o site do programa ''Bem, Amigos!'', sua mesa-redonda no canal SporTV, agora tem uma sala de bate-papo. Além de fazer perguntas para os entrevistados, o amigo internauta pode acessar uma câmera exclusiva.
Bem legal. Só que, em se tratando de Galvão Bueno e internet, sempre há um risco: será que esse chat não fica cheio de engraçadinhos, todos querendo gozar o narrador mais famoso do Brasil? Ele jura que não. ''Olha, eu não acompanho o tempo inteiro porque estou apresentando o programa. Mas o resultado tem sido espetacular. É porque o futebol mexe com as pessoas.''
Verdade. E outra coisa que mexe com as pessoas, na internet, são os vídeos do megaportal YouTube. Onde, claro, Galvão é um hit: há centenas de clipes com sua participação, bem como diversas paródias.
Primeiro, ele desconversa e diz que nunca acessou o YouTube. Mas aí pergunto sobre o vídeo mais popular de todos: em que Galvão, sem saber que está sendo gravado, faz declarações impagáveis sobre o comentarista Pelé. Aí a coisa muda de figura, amigo! ''Ou as pessoas não entenderam direito ou houve alguma edição. Porque eu não briguei com o Pelé em momento algum. Eu fiz uma brincadeira'', defende-se. Ele não compreende tanto interesse no vídeo: ''Isso é coisa antiga, já tem 13 anos (foi na Copa de 94). Tá na moda agora?'', pergunta.
Está sim, Galvão: na primeira quinzena de abril, o fatídico clipe já tinha mais de 177 mil acessos. Como também continuam bombando, claro, os sites e as discussões no Orkut relacionadas ao narrador. Com os sites, como o engraçadíssimo Eu Odeio o Galvão Bueno, ele não está nem aí - ''todo mundo tem o direito de me odiar, se quiser''.
Já com o Orkut, onde há inúmeros sósias e mais de 700 comunidades dedicadas a ele, Galvão deixa transparecer certa mágoa. ''Esse é um problema. Não tenho (perfil) lá. Todos são falsos. Disso eu não gosto.'' ''Para mim, a internet é um instrumento de informação. Quando volto de um jogo, vou para o hotel dormir'', conta o narrador. ''Não sou viciado, não sou de ficar jogando.''
Galvão não é de jogar, mas já foi ''homenageado'' em alguns games. Ele mesmo conta: ''Eu vi um que é muito engraçado. O meu filho pequeno, que tem 6 anos, viu o jogo do Brasil e foi para o hotel. Quando cheguei, a moça do hotel estava morrendo de rir. O meu filho estava jogando um joguinho que se chama Cala a Boca, Galvão. É igual àqueles parquinhos de diversões, em que o patinho fica passando e o cara atira'', explica. ''Então fico passando eu, com os fones de ouvido. E (o jogador) atira um esparadrapo. Se acertar na boca, acertou. Aí, meu filho falou: ''Ô pai, já fiz você calar a boca cinco vezes!''

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