Um muro de 80 metros com um perfil da cidade, suas qualidades e defeitos, sua realidade. É assim que três artistas vão retratar Curitiba por meio do graffiti, uma maneira de chamar a atenção das pessoas para o seu próprio cotidiano e de mostrar que pichação é bem diferente de arte.
''Queremos mostrar como o graffiti é na sua essência, mostrar um pouco da arte como ela é, diferente da pichação, e presentear Curitiba com o muro, com graffiti que vai mostrar um pouco do lado bonito e feio da cidade'', explica o idealizador do projeto, o escritor de graffiti - como são designados os grafiteiros profissionais - Michael Devis, há 11 anos na área.
Devis, que trabalha como designer gráfico no Japão já há três anos e passa por curta temporada no Brasil, terá o auxílio de dois escritores de graffiti, Felipe Kess e Wagner Now, para ilustrar nada menos que 80 metros de muro bem no centro da cidade, em aproximadamente 20 horas. ''Vamos começar amanhã (hoje) às 9 da manhã e vamos até as 6 da tarde ou 7 da noite, na quinta também. Vai depender do clima e do nosso desgaste'', prevê o artista.
O esforço, garante Devis, vai valer a pena, afinal de contas a mensagem ficará ali exposta todos os dias durante um bom tempo. ''O local é estreito e passa muita gente. É uma galeria a céu aberto que vai passar a fazer parte da vida de quem passa ali todo o dia''. O muro fica na Travessa da Lapa, entre as ruas Pedro ivo e José Loureiro, no Centro.

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