Galápagos - São apenas oito minutos de sequência, que exigiram dez dias de filmagens. A chegada do galeão de ''Mestre dos Mares'' a Galápagos, e a descoberta das tartarugas gigantes, foram as únicas cenas filmadas no local e sem a presença do astro Russell Crowe. Suficientes, porém, para dar pelo menos uma idéia da exuberância da paisagem e da natureza de Galápagos.
Tartarugas gigantes, árvores de inúmeras espécies, iguanas, lobos-marinhos, pinguins. Todos tranquilos em seu ambiente, sem se incomodar com a presença dos visitantes. Nadar ao lado de arraias, andar na praia ''acompanhado'' por um lobo-marinho ou cruzar o caminho de um bando de piqueros fazem parte da rotina dos passeios nas ilhas.
O arquipélago de Galápagos foi descoberto no século 16, por navegadores espanhóis. O nome vem de um tipo de tartaruga natural das ilhas, com uma carapaça que lembra sela de cavalo, ou galápago, em linguagem primitiva.
A mil quilômetros da costa do Equador em linha reta, Galápagos é um conjunto de 13 ilhas grandes, seis pequenas e mais de 40 ilhotas. Todas de origem vulcânica, que há mais de 5 milhões de anos emergiram do Pacífico. Só uma delas, Isabela, é um vulcão que dá alguns sinais de atividade.
São justamente as formações de lava e as rochas vulcânicas que dão a algumas ilhas uma paisagem lunar. Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, Galápagos é também a segunda maior reserva marinha do mundo, superada apenas pela grande barreira de corais da Austrália.
As correntes marinhas, o clima e o isolamento tornaram Galápagos um verdadeiro laboratório de biodiversidade. As plantas e os animais que resistiram à travessia do continente para as ilhas transformaram-se em espécies exclusivas. Todos os répteis, 50% das aves, 25% dos peixes e 32% das plantas que se encontram em Galápagos não existem em nenhum outro lugar do mundo.
Foram justamente essas características que impressionaram o naturalista inglês Charles Darwin. A bordo do HMS Beagle, ele chegou às ilhas em 1835 e ficou no local apenas cinco semanas. A partir dessa temporada e da meticulosa observação de como animais e plantas se adaptavam às condições do ambiente, ele começou a burilar a teoria evolucionista, apresentada oficialmente ao mundo na obra ''A Origem das Espécies'', em 1859.
Hoje, os animais distribuem-se pelas ilhas quase como se houvesse uma pré-seleção, para facilitar a vida dos turistas. A ilha Santiago, por exemplo, é moradia de lobos-marinhos e iguanas. A Genovesa, um verdadeiro paraíso para as aves dos mais variados tipos. E a Santa Cruz, sede da Estação Darwin, tem como missão impedir a extinção de várias espécies de tartarugas. Entre as tartarugas gigantes que vivem por lá, a maior atração é o solitário Jorge, que tem mais de 100 anos e é o único remanescente de sua espécie.
Galápagos é apenas uma das quatro grandes regiões em que se divide o país: ilhas, costa, serra andina e selva amazônica. Ao todo, são mais de 40 ecossistemas, que fazem do Equador um dos países com maior variação na biodiversidade por área 256.370 quilômetros quadrados.
Para visitar as ilhas, há duas opções. A primeira é fazer um cruzeiro, com duração de quatro a oito dias. A alternativa aos cruzeiros é se hospedar em hotéis ou pousadas nas ilhas. O ingresso para o parque custa US$ 50 (para os países do Mercosul e do Pacto Andino) e o controle de entrada e saída é rígido, embora confuso. As bagagens são abertas, tanto na ida quanto na volta, para que nenhuma planta ou animal seja discretamente introduzido ou retirado de Galápagos.
(*) Viagem feita a convite da Metropolitan Touring e da Taca

mockup