São Paulo – Demorou, mas a atriz Gabriela Duarte saiu da asa de sua mãe, Regina Duarte. E de cara larga os papéis de boazinha para viver uma prostituta francesa, em ‘‘Esperança’’, a próxima trama das oito.
A atriz, 28 anos, tem convicção de que sua carreira passará a andar por um caminho próprio a partir de agora. ‘‘O papel em ‘‘Esperança’ está sendo a minha liberdade. Já estava na hora’’, conta Gabriela Duarte.
Para quem não se lembra, desde sua estréia em novelas (‘‘Top Model’’, em 1989), a atriz sempre teve a mãe como companheira de elenco.
Em ‘‘Por Amor’’ (1997), de Manoel Carlos, as duas viveram mãe e filha. Dois anos depois, fizeram a personagem Chiquinha Gonzaga na minissérie global. Gabriela fez o papel da compositora até os 35 anos e depois passou o bastão para a mãe. Na mesma época, ainda dividiram os palcos com a peça ‘‘Honra’’.
A entrada de Gabriela na obra de Benedito Ruy Barbosa, que tem previsão de estréia para o dia 17 de junho, será apenas na segunda fase da trama. Por enquanto, sabe apenas que vai interpretar uma prostituta francesa que chega ao Brasil na década de 30.
Por conta disso, está tendo aulas diárias de francês. ‘‘Ainda não sei como será o sotaque, mas quero fazer o menos caricato possível’’, fala. Gabriela Duarte afirma ainda que não tem medo de deixar os papéis de boazinha de lado. ‘‘É bom para as pessoas saberem que você pode fazer outros trabalhos.’’ A chance de fazer uma prostituta surgiu por acaso. Primeiro, a atriz estava escalada para viver uma professora em ‘‘Esperança’’. Depois de uma conversa com o diretor Luiz Fernando Carvalho, apareceu a idéia de voltar à TV com um papel diferente.
Em fase de elaboração da personagem, Gabriela não está recorrendo a prostitutas de verdade. ‘‘Não estou encontrando semelhanças nas prostitutas da década de 30 com as de hoje’’, finaliza.

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