São Paulo, 14 (AE) - O Canal Futura completa dois anos no dia 22 e não é exagero considerá-lo o principal canal de educação do País. O canal é uma iniciativa pioneira de 15 grupos privados com objetivo de ajudar a reverter a situação do ensino no Brasil. A melhor definição do canal, no entanto, vem de uma frase que se repete nos bastidores: "O Futura não é um canal para ser visto, mas para ser usado".
Um exemplo de como se "usa" o canal: uma equipe de mobilizadores do Futura tem a função de treinar o telespectador para realizar determinada atividade mostrada pelo canal. Exemplo mais prático: recentemente, um grupo de moradores organizou-se num mutirão e construiu algumas dezenas de casas a partir do programa "Mãos à Obra", exibido no Futura. O exemplo dos moradores foi gravado e vai ser exibido no programa "Trocando em Miúdos". "É esse efeito multiplicador que buscamos", diz a gerente-geral do canal, Lúcia Araújo.
A fidelidade do público e sua crescente participação são as duas principais características do Futura. Cerca de 6 mil instituições realizam trabalhos a partir da programação do Futura, segundo Lúcia Araújo. Desse total, 85% são escolas de todo o País e há também creches, presídios, associações comunitárias e por aí vai. Estréias - Em outubro, o músico e escritor Tony Belotto estréia no Futura à frente de um programa quinzenal sobre literatura. Belotto, integrante dos Titãs e autor de dois romances policiais
vai usar seus conhecimentos em música e literatura para estudar a língua portuguesa a partir das letras de canções conhecidas.
O ator Vinícius de Oliveira, de "Central do Brasil", também vai estrear no Futura apresentando o programa de perguntas e respostas "Que Bicho É Esse?" (J.G.)

mockup