A Fundação Cultura e Artística – Funcart – passa por um período de reformulações. O farmacêutico Valdomiro Chammé assumiu no mês passado a presidência da entidade. Foram reestruturadas algumas funções executivas que agora estão divididas em comissões e os membros da atual gestão (2002/2004) agregam habilidades de diversas áreas.
Dentre os integrantes estão os historiadores Edson José Leme e Jairo Queiroz Pacheco. Eles pretendem organizar o arquivo da entidade que possui um material vasto contendo parte do registro cultural de Londrina nos últimos 10 anos. Na área de programação visual está Ivani Cócus. Integra o setor de projetos o arquiteto Otávio Shimba. Alguns nomes ligados à Universidade Estadual de Londrina, como o professor de Artes Kennedy Piau, devem estabelecer links com atividades da entidade aos Projetos de Extensão da UEL.
Uma das propostas de Chammé procura envolver o empresariado local em projetos de resgate da cidadania, sem necessariamente estar envolvido com a renúncia fiscal. ‘‘É preciso que o empresários se sensibilizem e passem a se envolver com projetos consistentes num contexto social. Participar de projetos de inserção social ajuda a consolidar o nome da marca dos empresários. Mas isso é um aprendizado’’, constata Chammé. A vida cultural na cidade, de acordo com Chammé, não subsiste apenas com eventos. A área de formação também possui importância está diretamente ligada à dinamização dos eventos. ‘‘Mas não adianta formar se não houver perspectiva de profissionalização’’, observa Leonardo Ramos, integrante da Funcart e diretor do Ballet de Londrina. Para ele, a parte funcional e acadêmica da entidade não pode ser financiada pelas leis de incentivo. No caso da Funcart, a grife Ballet de Londrina direciona recursos oriundos da bilheteria e de cachês para a manutenção da entidade.
Outra proposta de Chammé é de agregar valores de atividades profissionais por intermédio de parcerias. Algumas empresas da cidade mantêm esse tipo de parceria, como a LPR, Imbrapenet e Midiograf, disponibilizando serviços. A intenção é ampliar a capacidade agregativa da Fundação.
Para o Circo Funcart, localizado no final da Rua Souza Naves, o arquiteto Otávio Shimba pretende substituir o atual Circo por uma cúpula de estrutura geodésica, proporcionando maior conforto técnico ao público. De construção rápida, a geodésica não agride o ambiente. Existem restrições sobre construir edificações em fundos de vale, onde se localiza o Circo Funcart. A sede da Escola Municipal de Teatro também passa por sérios problemas para abrigar as seis turmas de alunos em atividades e é preciso encontrar soluções urgentes.
O orçamento da Funcart para esse ano, no total de R$ 800 mil, vem do convênio com a Prefeitura (R$ 240 mil), mais bilheteria dos espetáculos, Lei Rouanet, Projeto Em Cena. A campanha ‘‘Dar é uma Questão de Impulso’’, no qual se debitava R$ 1 na conta telefônica mensalmente dos colaboradores, deve retornar em março para auxiliar no orçamento da Funcart.

mockup