Um acordo mantido entre a Secretaria de Estado da Cultura - Seec - e a Funarte fará com que Curitiba ganhe nos próximos dias uma livraria que comercializará os produtos da Funarte. Ela estará localizada no térreo da Casa Andrade Muricy. Num segundo momento - provavelmente em maio - será aberto um escritório regional do órgão, a exemplo do que havia até o final dos anos 80.
Estas informações foram prestadas pelo presidente da Funarte, Márcio Souza, durante a rápida passagem por Curitiba, quando veio participar do seminário Brasil 500 Anos - Experiência e Destino. A parceria entre a Seec e a Funarte foi discutida entre Souza e a secretária Lúcia Camargo, durante uma conversa em que foram aventadas várias possibilidades. ‘‘A gente tem esperança de reatar com eles a relação que tivemos anos atrás. Nosso interesse é retomar essas ações’’, disse a secretária.
Entre as idéias sugeridas por Lúcia, constam o apoio às companhias oficiais de dança, sejam elas pertencentes ao Estado ou prefeituras, e um encontro entre representantes de teatros oficiais que produzem ópera. Márcio Souza aprovou a idéia, tanto que espera promover uma reunião no Teatro Guaíra no próximo mês. A proposta é a democratização da arte, com as próprias casas auxiliando-se mutuamente. ‘‘Têm oito óperas na agulha’’, confidenciou Souza.
Na entrevista concedida à Folha2, o presidente da Funarte adiantou que a partir deste ano o Prêmio Mambembe terá caráter nacional, abandonando assim uma longa tradição de contemplar somente os espetáculos teatrais de São Paulo e Rio de Janeiro.
‘‘Eles terão de concorrer com o resto do Brasil’’, comentou. Em sua opinião não faz sentido promover o evento somente em duas capitais. ‘‘O prêmio tem que ser democrático’’, frisou. Mas, segundo afirmou, de todos os projetos que colocou em andamento, este é o que está dando mais trabalho.
A abertura do Mambembe para todo o País era uma reivindicação antiga, que agora começará a ser colocada em prática. Era também uma preocupação da Funarte, mas entre os problemas enfrentados estavam as dimensões continentais do País.
A solução encontrada foi a criação de um grande colegiado, que fará sua escolha entre os espetáculos apresentados durante o ano. Um segundo júri, constituído por um número reduzido de integrantes, fará a triagem e se baseará no mais amplo material para escolher o vencedor. ‘‘Se for o caso, os jurados viajam para assistir à montagem’’, disse Souza. De três finalistas sairá o vencedor.

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