Funarte voltará a ter livraria em Curitiba
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terça-feira, 13 de abril de 1999
Zeca Corrêa Leite 
Um acordo mantido entre a Secretaria de Estado da Cultura e a Funarte fará com que Curitiba ganhe nos próximos dias uma livraria que comercializará os produtos da Funarte. Ela estará localizada no térreo da Casa Andrade Muricy. Num segundo momento - provavelmente em maio - será aberto um escritório regional do órgão, a exemplo do que havia até o final dos anos 80.
Estas informações foram prestadas pelo seu presidente, Márcio Souza, durante a rápida passagem por Curitiba, quando veio participar do seminário Brasil 500 Anos - Experiência e Destino.
A parceria entre a Seec e a Funarte foi discutida entre Souza e a secretária Lúcia Camargo, durante uma conversa em que foram aventadas várias possibilidades. A gente tem esperança de reatar com eles a relação que tivemos anos atrás. Nosso interesse é retomar essas ações, disse.
Entre as idéias sugeridas por Lúcia, constaram o apoio às companhias oficiais de dança, sejam elas pertencentes ao Estado ou prefeituras, e um encontro entre representantes de teatros oficiais que produzem ópera. Márcio Souza aprovou a idéia, tanto assim que espera promover uma reunião no Teatro Guaíra no próximo mês. A proposta é a democratização da arte, com as próprias casas auxiliando-se mutuamente. Têm oito óperas na agulha, confidenciou Souza.
MambembeNa entrevista concedida à Folha Dois, o presidente da Funarte adiantou que a partir deste ano o Prêmio Mambembe será de caráter nacional, abandonando assim uma longa tradição de contemplar somente os espetáculos teatrais de São Paulo e Rio de Janeiro.
Eles terão de concorrer com o resto do Brasil, comentou. Em sua opinião não faz sentido promover o evento somente em duas capitais. O prêmio tem que ser democrático, frisou. Mas, segundo afirmou, de todos os projetos que colocou em andamento, este é o que está dando mais trabalho.
A abertura do Mambembe para todo o País era uma reivindicação antiga, que agora começará a ser colocada em prática. Era também uma preocupação da Funarte, mas entre os problemas a serem enfrentados estavam as dimensões continentais do País.
A solução encontrada foi a criação de um grande colegiado, que fará sua escolha sobre os espetáculos apresentados durante o ano. Um segundo júri, este constituído por um número reduzido de integrantes, fará a triagem e se baseará no mais amplo material para escolher o vencedor. Se for o caso os jurados viajam para assistir à montagem, disse. De três finalistas, sairá o vencedor.


