Fringe acabou comprometido
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de março de 2009
Diogo Cavazotti<br> Equipe da Folha 
Das quase 300 peças do Fringe, poucas caíram no gosto do público. Entre elas se destacaram ''Amêsa'', de Salvador; ''Tropeço'', ''Árvores Abatidas'' e ''Delicadas Embalagens'', de Curitiba; e ''A Coleira de Bóris'', de São Paulo. Além disso, a Mostra Novos Repertórios e o Coletivo de Pequenos Conteúdos apresentaram trabalhos interessantes de pesquisa e composição cênica, como os espetáculos ''Óquei'' e ''Na Verdade Não Era Um Sinal de Vai Tomar no...''.
O público reclamou da desorganização do Festival. A troca de horários e locais de apresentação confundiu muita gente. A falta de informações sobre os cancelamentos e as longas filas na bilheteria central também irritaram quem pretendia acompanhar o Fringe. A antiga discussão de que deveria haver uma seleção das peças que compõem a mostra paralela voltou à pauta.
Um casal que comprou ingresso antecipado para ver ''Maria Madalena Marta'' chegou no Espaço Holístico Paramita e encontrou a casa toda fechada, sem nenhum aviso que as apresentações haviam sido canceladas. Como já passava das 22 horas e a bilheteria central estava fechada para trocar o bilhete, tiveram que voltar para casa. A própria coordenação do Fringe não soube informar corretamente a lista completa de espetáculos cancelados.
O esforço em acompanhar a mostra vale pelas poucas companhias que desenvolvem projetos interessantes, mas que ficam escondidas entre tantas opções fracas.


